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  • 13/01/2018
  • 19:19
  • Atualização: 20:10

Museu oferece 10 milhões de dólares a quem ajudar a encontrar obras furtadas

Instituição decidiu estender por tempo indeterminado recompensa por pistas de crime cometido em 1990

Museu Isabella Stewart Gardner manteve molduras do quadros roubados | Foto: FBI / Reprodução / CP

Museu Isabella Stewart Gardner manteve molduras do quadros roubados | Foto: FBI / Reprodução / CP

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  • AFP

O Museu Isabella Stewart Gardner, em Boston, decidiu prolongar indefinidamente sua recompensa de 10 milhões de dólares para que ajudar a encontrar 13 quadros de grandes mestres, incluindo Rembrandt e Vermeer, roubados em 1990. A remuneração expirou em 31 de dezembro, mas o conselho de diretores da instituição votou a favor da sua renovação, de acordo com uma declaração emitida à imprensa na sexta. "Isso demonstra o compromisso do museu e do conselho de administração em recuperar esses importantes trabalhos", disse Steve Kidder, presidente do órgão citado no comunicado. "Nós somos os únicos compradores dessas obras, que devem encontrar seu lar legal", finalizou.

Na noite de 18 de março de 1990, as obras - entre elas três Rembrandt, um Vermeer, um Manet e cinco desenhos e aquarelas da Degas - estimados em 500 milhões de dólares, foram roubados por homens vestidos de policiais. O valor da recompensa foi aumentado de um a cinco milhões de dólares em 1997 e dobrou para 10 milhões em maio do ano passado. "Uma única informação pode ser suficiente para encontrar as obras, buscamos qualidade, não quantidade, fatos e não teorias", disse Anthony Amore, chefe de segurança do museu. "Nós ficamos otimistas sobre a possibilidade de que esses trabalhos possam ser encontrados um dia", completou.

Este roubo, considerado o maior de obras de arte da história, colocou nos holofotes o museu que homenageia a colecionadora e filantropa norte-americana Isabella Stewart Gardner. O local tem como sede um suntuoso palácio de inspiração italiana, foi construído com elementos antigos trazidos da Europa e novos materiais e possui uma importante coleção que ainda conta com um Titiano, dois Velázquez e um Rubens. Em março de 2013, o FBI anunciou que identificou os ladrões, membros de uma organização criminosa do nordeste dos Estados Unidos. Mas os fatos foram prescritos em 1995 e os suspeitos, que não estavam mais na posse das obras, não podiam ser processados.


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