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Porto Alegre, quarta-feira, 18 de Setembro de 2019

  • 21/05/2018
  • 09:06
  • Atualização: 09:10

Arte e cultura africana ganham destaque na Bienal do Mercosul

Faltam somente 13 dias para encerrar a 11ª edição do evento

Obra de Ibrahim Mahama, no Santander, trata de migração e globalização | Foto: Ricardo Giusti

Obra de Ibrahim Mahama, no Santander, trata de migração e globalização | Foto: Ricardo Giusti

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O reconhecimento da arte e da cultura africana é um dos grandes méritos desta 11ª edição da Bienal de Artes Visuais do Mercosul, voltada a repensar as relações entre os continentes americano, africano e europeu, com a denominação “Triângulo Atlântico”. Juarez Ribeiro, uma das lideranças negras do RS, acredita que a Bienal oferece uma oportunidade para repensar aspectos políticos e sociais e de afirmação de ações voltadas à população negra. Para ele, a Bienal também possibilita um momento de reconhecimento do que esses povos, dentro da perspectiva das artes, ofereceram à cultura.

A seleção feita pelo curador Alfons Hug propõe uma reflexão sobre a escravidão e a invisibilidade sofrida pelas culturas africanas no Brasil. Dentro deste viés podem ser vistas obras, como a da nigeriana Mary Evans, dos fotógrafos George Osodi (Nigéria), Omar Diop (Senegal), Zanele Muholi (África do Sul), e de Ibrahim Mahama (Gana), com uma instalação sobre migração e globalização. Do Brasil, entre outros, participam o goiano Dalton Paula, a mineira Sonia Gomes, e o paulista Jaime Lauriano, os três artistas tratam de questões sobre identidade, cultura negra e visibilidade.

Dentro da programação paralela, a Bienal promove nesta sexta, dia 25, às 16h, no Margs, a palestra “O devir do negro na África e na diáspora”, com os antropólogos Hippolyte Brice Sogbossi e José Carlos Gomes dos Anjos. O dia 25 de maio é a data reconhecida pela ONU como Dia Internacional da África.

A Bienal pode ser conferida no Memorial do RS, Margs, Santander Cultural e na Igreja das Dores, instituições localizada no Centro Histórico, até dia 3 de junho. Há ainda duas residências - uma no Quilombo do Areal da Baronesa, em Porto Alegre, e outra na Casa 6, em Pelotas. Na Igreja da Dores pode ser conferida a instalação, composta gravações de idiomas afro e indígenas em perigo de extinção.


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