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  • 31/10/2017
  • 08:01
  • Atualização: 08:58

Sindicato dos produtores de Hollywood expulsa Weinstein

Saída de Harvey foi unânime em votação

Sindicato dos produtores de Hollywood expulsa Weinstein | Foto: Robyn Beck / AFP / CP

Sindicato dos produtores de Hollywood expulsa Weinstein | Foto: Robyn Beck / AFP / CP

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  • AFP

O sindicato dos produtores cinematográficos dos Estados Unidos expulsou nesta segunda-feira Harvey Weinstein, afirmando que o assédio sexual não será mais tolerado na organização. A decisão é anunciada quatro semanas após o escândalo deflagrado pelo jornal New York Times e a revista The New Yorker com denúncias de assédio sexual contra mais de 60 mulheres, incluindo as atrizes Gwyneth Paltrow, Angelina Jolie e Mira Sorvino.

"Diante da conduta amplamente informada do senhor Weinstien - alimentada por novas informações - a junta nacional do sindicato dos produtores aprovou, por unanimidade, impor a proibição vitalícia ao senhor Weinstein, expulsando-o de manera definitiva". "Este passo sem precedentes é um reflexo da seriedade com a qual o sindicato recebe as numerosas denúncias de décadas de má conduta do senhor Weinstein. O assédio sexual não pode mais ser tolerado em nossa indústria ou dentro do sindicato".

Nesta segunda-feira, The New York Times revelou que Hope Exiner d'Amore acusou Weinstein de estuprá-la em um hotel na década de 1970, e citou outro caso, o de Cynthia Burr, forçada a fazer sexo oral em um corredor. Uma terceira denúncia veio de Ashley Matthau, uma dançarina que atuou em filmes Weinstein e afirma que foi jogada em uma cama pelo produtor em 2004, que se masturbou sobre ela.