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Porto Alegre, sábado, 18 de Novembro de 2017

  • 31/10/2017
  • 16:36
  • Atualização: 16:56

Sala Redenção apresenta mostra dedicada ao cinema brasileiro contemporâneo

Quarenta títulos, entre longas e curtas-metragens, serão exibidos até o final de novembro

Estrelado por Sonia Braga,

Estrelado por Sonia Braga, "Aquarius" abre a programação nesta quarta | Foto: Divulgação / CP

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  • Correio do Povo

A programação de novembro da Sala Redenção - Cinema Universitário (Eng. Luiz Englert, s/nº), em Porto Alegre, será de homenagem ao cinema brasileiro contemporâneo. Serão exibidos filmes realizados em território nacional nos últimos três anos, com abertura da agenda nesta quarta-feira, às (16h), com exibição do polêmico “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho. O espaço também recebe a Mostra Sesc de Cinema, resultado do edital nacional lançado em 2016 para seleção de filmes nas modalidades curta e longa-metragem, foram 1250 inscritos em todo o Brasil, destes 957 tiveram as documentações validadas para avaliação, sendo 850 curtas e 107 longas.

Desse universo, foram selecionados para compor essa atividade, que reúne 34 obras, sendo 8 longas e 26 curtas-metragens. Com esse recorte espera-se apresentar um panorama da produção audiovisual atual nas cinco regiões do país, propiciando ao público acesso à conteúdos que abordam, representam e constituem um apanhado de temas, questões, expressões e propostas estéticas que possibilitem discussões e reflexões, trazendo contribuições para nosso desenvolvimento individual e coletivo.

Os filmes apresentam diversas temáticas, versando sobre questões de gênero, sexualidade, afetividade, psique, problemas urbanos, memórias, magia e infância, arte e seus processos. As exibições por conta da confluência e relação de assuntos tratados, estão organizadas em programas: “Das dores da alma e do corpo”, “Dos afetos”, “Das questões urbanas”, “Dos processos criativos e dos artistas” e “Do universo infanto-juvenil”. A agenda da Mostra Sesc de Cinema pode ser conferida no link.

Confira a programação do ciclo "Brasileiros Contemporâneos"

1º/11 (16h) e 9/11 (19h)

“Aquarius” (2016, 146min). Direção: Kleber Mendonça Filho.

Clara tem 65 anos, é jornalista aposentada, viúva e mãe de três adultos. Ela mora em um apartamento localizado na Av. Boa Viagem, no Recife, onde criou seus filhos e viveu boa parte de sua vida. Interessada em construir um novo prédio no espaço, os responsáveis por uma construtora conseguiram adquirir quase todos os apartamentos do prédio, menos o dela. Por mais que tenha deixado bem claro que não pretende vendê-lo, Clara sofre todo tipo de assédio e ameaça para que mude de ideia.

1º/11 (19h), 3/11 (16h) e 10/11 (19h)

“Sinfonia da Necrópole” ( 2016, 94min). Direção: Juliana Rojas.

Deodato é um aprendiz de coveiro não muito animado com a profissão. Sua rotina melhora quando Jaqueline surge no cemitério. Funcionária do serviço funerário, ela inicia um levantamento sobre túmulos abandonados com a ajuda do rapaz. A paixão o impede de pedir demissão, mas estranhos eventos continuam a abalar seu estado psicológico.

3/11 (19h) e 6/11 (16h)

“O silêncio do céu” (2016, 102min). Direção: Marco Dutra.

Diana carrega consigo um grande trauma: ela foi vítima de um estupro dentro de sua própria residência. Entretanto, ele prefere esconder o caso e não contar para ninguém. Mario, seu marido, também tem seus próprios segredos - mistérios que, ocultos, estão matando aos poucos a relação do casal.

6/11 (19h) e 7/11 ( (16h)

“Cinema Novo” ( 2016,90min). Direção: Eryk Rocha.

Um ensaio poético, um olhar aprofundado e um retrato íntimo sobre o Cinema Novo, movimento cinematográfico brasileiro que colocou o Brasil no mapa do cinema mundial, lançou grandes diretores (como Glauber Rocha, Nelson Pereira dos Santos e Cacá Diegues) e criou uma estética única, essencial e visceral que mudou a história do cinema e a história do Brasil para sempre.

7/11 (19h) e 8/11 (16h)

“Campo Grande” (2016, 108min). Direção: Sandra Kogut.

Regina é uma mulher de 50 anos que mora na privilegiada Zona Sul do Rio de Janeiro. Certo dia, ela encontra na sua porta Rayane, uma menina de cinco anos que claramente não é da região, e Ygor, seu irmão mais novo. Regina, sem saber o que fazer, pensa em levá-los ao orfanato, mas é convencida pela filha adolescente de deixá-los passar a noite. Decidida a ajudá-los a encontrar sua família, Regina tem contato com um mundo que não conhecia.

9/11 (16h) e 10/11 (16h)

“O Signo das Tetas” (2015, 68min). Direção: Frederico Machado.

Um homem, que vive no limite entre razão e loucura, está em busca de seu passado. Para isso, ele percorre diversas cidades do interior do Maranhão para tentar reconstruir sua história. Nesse "road movie", ele vai conhecer os mais variados tipos de pessoas e reencontra signos de sua vida, mostrando um possível caminho para sua salvação.