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  • 07/03/2017
  • 17:03
  • Atualização: 17:17

Meryl Streep e Tom Hanks vão estrelar drama político dirigido por Steven Spielberg

Filme é baseado no caso de dois jornalistas que enfrentaram o governo dos EUA para divulgar documentos vazados do Pentágono

É a primeira vez que os três trabalham juntos | Foto: Colagem sobre fotos / AFP / CP

É a primeira vez que os três trabalham juntos | Foto: Colagem sobre fotos / AFP / CP

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  • Correio do Povo

Dois dos atores mais celebrados de sua geração, Meryl Streep e Tom Hanks, vão protagonizar o novo projeto de um dos mais premiados diretores dos Estados Unidos, Steven Spielberg. De acordo com a revista especializada Variety, os atores dividirão as câmeras pela primeira vez no drama político "The Post", que aborda a publicação dos "Pentagon Papers" (Papéis do Pentágono) no jornal The Washington Post, em 1971. Os documentos renderam manchetes em todo o mundo e detalhavam a participação do país na controversa Guerra do Vietnã.

Roteirizado por Liz Hannah, o drama vai mostrar o papel do editor e a publisher do diário, que desafiaram o governo federal dos Estados Unidos pelo direito de publicar os documentos secretos do Departamento de Defesa. Hanks vai interpretar Ben Bradlee - que mais tarde chefiaria a cobertura do Watergate, escândalo que provocou a renúncia do então presidente Richard Nixon - e Meryl viverá Katharine Graham, que formaram a ousada dupla. Daniel Ellsberg, analista militar, vazou os dados confidenciais. Um juiz federal proibiu a divulgação dos dados, mas os jornalistas não acataram a decisão.

O filme surge em momento oportunuo não apenas pela franca oposição feita por Donald Trump ao trabalho da imprensa, descrita por ele como "inimiga dos Estados Unidos", mas também porque os Pentagon Papers foram um marco histórico e um divisor de águas na investigação contra o governo Johnson, que encontraram (e ainda encontrarão outros) paralelos na era do vazamento de informações pela internet. De acordo com o "The New York Times", o caso ajudou a expor que a administração do presidente Lyndon Johnson "mentiu sistematicamente, não apenas ao público mas também ao Congresso" sobre seu papel na Guerra do Vietnã.

Streep manifestou sua aversão pela política de Trump em um discurso no Globo de Ouro, e o presidente respondeu chamando a três vezes vencedora do Oscar de "superestimada". Hanks também demonstrua desaprovação, embora menos publicamente. Na semana passada, ele enviou uma mensagem à Casa Branca pedindo que a nova administração avaliasse a verdade - em referência à estranha obsessão com o termo "fake news" ("notícias falsas"), usado pelo republicano para se referir a matérias desforáveis a sua pessoa. O ator também expressou sua preocupação com a falta de experiência política de Trump e seu repúdio pela infame gravação em que o mandatário menospreza mulheres.

Spielberg, além de dirigir, vai produzir a trama, cuja data de início das filmagens ainda não foi divulgada, ao lado de Amy Pascal e Kristie Macosko Krieger. Atualmente, o cineasta está realizando a pós-produção do filme de ficção científica "Ready player one", que deve estrear em março de 2018.