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  • 09/03/2017
  • 11:20
  • Atualização: 17:54

Em grande forma, King Kong retorna aos cinemas nesta quinta

Oitenta anos depois de sua primeira estreia, clássico volta às telas como "Kong: A Ilha da Caveira"

King Kong, em grande forma, retorna aos cinemas Los Angeles | Foto: Warner Bros. Pictures / Divulgação / CP

King Kong, em grande forma, retorna aos cinemas Los Angeles | Foto: Warner Bros. Pictures / Divulgação / CP

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  • Lou Cardoso

* Com informações da AFP 

Oitenta anos depois de sua estreia nos cinemas, o gorila pré-histórico está de volta às salas em plena forma em "Kong: A Ilha da Caveira". Dirigido por Jordan Vogt-Roberts, a mais nova aventura de King Kong ocorre em 1973 com o fim do envolvimento americano no Vietnã, quando o explorador Bill Randa (John Goodman) convence um senador a deixá-lo montar uma equipe para estudar a sismologia de uma misteriosa ilha isolada do Pacífico, de difícil acesso por causa das tempestades. Além do grupo de cientistas, Randa ainda leva um grupo de militares recém-saídos da Guerra do Vietnãsobcomando do coronel Preston Packard (Samuel L. Jackson), o rastreador James Conrad (Tom Hiddleston) e a fotógrafa Mason Weaver (Brie Larson).

O roteiro é criativo em misturar fatos históricos com a ficção, além de trazer referências cinematográficas que deixam o filme com mais ar de nostalgia. A introdução do filme traz informações contextualizando de onde partimos historicamente até para onde vamos.

É inegável que qualquer trama que envolva um enorme monstro da natureza nos remeta a filmes anteriores como o pioneiro King Kong (1933), de Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack, e a versão nem tão bem sucedida de Peter Jackson de 2005. Mas aqui é reconhecível o esforço para deixá-lo com toques originais. Começando pela trilha sonora recheado de clássicos do rock que vão desde Black Sabbath até Creedence Clearwater Revival. Se em "Mad Max: Estrada da Fúria" temos um guitarrista que acompanha a louca corrida pelo deserto, em Kong há um soldado militar que carrega para cima e para baixo, uma vitrola portátil que toca os sucessos da época como "Ziggy Stardust" de David Bowie.

O elenco é outro destaque interessante, deixando os núcleos dos cientistas e militares com bastante carisma. Preston Packard (Samuel L. Jackson) lidera a equipe dos militares que viajam para ilha logo após o fim da Guerra do Vietnã, Bill Randa (John Goodman), James Conrad (Tom Hiddleston) é o explorador que sabe andar no meio do mato e Mason Weaver (Brie Larson) é uma fotojornalista que vai registrar a viagem, mas seu personagem se revela a mais dispensável na história. Com poucas falas, pouco agrega na expedição na ilha e ainda tem discurso de anti-guerra raso demais. A única utilidade de Brie no filme é para o momento clássico na relação de mocinha e King Kong que irá sensibilizar o animal. Infelizmente, seu personagem poderia acrescentar mais na aventura e não sendo apenas um rosto bonito no meio da correria toda.

A direção de Jordan Vogt-Roberts é eficiente na recriação do King Kong ao não colocar o animal como inimigo, mas como um simples protetor do seu habitat. Se no primeiro momento, há o terror e o medo que a criatura provoca, no decorrer do longa, há uma virada de percepção ao entrar na vida deste “ser” desconhecido.

O filme tem um tom de politicamente correto devido ao bando reconhecer que aquele lugar não os pertence, que não existe guerra para lutar e que precisam agir certo com o ambiente e com as criaturas daquele espaço. Mas para não ser uma história tão pacífica e amigável assim, há o contrate do amargurado personagem de Samuel L. Jackson, mais uma vez em uma interpretação grandiosa, ele se torna o mais detestável ao querer enfrentar o monstro pelos motivos errados. Dando mais um motivo para cenas de embates e olhares vingativos.

"Kong: A Ilha Da Caveira" é um bom entretenimento que dá um novo frescor à história deste ser tão ícone no cinema, utilizando os efeitos a seu favor, e também aproveitando o embalo, deixa mais um suspense na cena pós-créditos.

30 metros de altura

Quanto aos "primos" da versão original, o cultuado filme americano-japonês "King Kong contra Godzilla" (1962), o menos popular "A Vingança de King Kong" (1967) e "King Kong II" (1986) tiveram sucessos heterogêneos. "Mesmo que os filmes de monstros ainda não tenham feito seu retorno triunfal, a atração de King Kong desta vez parece impulsionada pelo interesse dos fãs por um filme de aventura com mais ação, mais leve do que as versões anteriores", estima Shawn Robbins, analista BoxOffice.com.

Filmado no Havaí, Vietnã e Austrália, "A Ilha da Caveira" apresenta um King Kong bípede de 30 metros de altura, patrulhando seu território como um ser humano colossal, em contraste com seu antecessor de 2005 que mal media sete metros de altura. O filme deveria ter sido produzido pela Universal, mas em 2015 o estúdio anunciou que finalmente deixaria o campo livre para Legendary Pictures e Warner Bros., que planejam um "Godzilla x Kong" para 2020.

King Kong pode de qualquer maneira acumular 50 milhões dólares neste fim de semana em seu lançamento na América do Norte, e ultrapassar Hugh Jackman encarnando o Wolverine em "Logan". 'O grande macaco poderá conseguir mais de US$ 500 milhões em bilheteria no total.

Assista ao trailer: