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  • 21/11/2016
  • 13:16
  • Atualização: 13:19

Mostra fotográfica explora marcas do tempo em conexão entre Brasil e Alemanha

Exposição de fotógrafas gaúchas inaugura nesta terça em Porto Alegre

“Exposição Espaço-Tempo / Berlin-Brasil” apresenta trabalhos de Mirian Helfenstein e Lucien Corseuil | Foto: Divulgação / CP

“Exposição Espaço-Tempo / Berlin-Brasil” apresenta trabalhos de Mirian Helfenstein e Lucien Corseuil | Foto: Divulgação / CP

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  • Correio do Povo

Traduzir em imagens a carga emocional resultante das modificações que o tempo imprime nos corpos e nos objetos. Este é o objetivo das fotógrafas gaúchas Mirian Helfenstein e Lucien Corseuil na “Exposição Espaço-Tempo / Berlin-Brasil”, mostra que reúne 20 fotografias marcantes, captadas na Alemanha e no Brasil, em locações que hoje estão resumidas a lembranças e ruínas. Os trabalhos poderão ser conferidos desta terça-feira até o dia 17 de dezembro na sala O Retrato do Centro Cultural Ceee Erico Verissimo (Andradas, 1223), de terças a sextas, das 10h às 19h, e aos sábados, das 11h às 18h. A entrada é gratuita.

O primeiro ensaio apresentado na exposição foi realizado em 2014, no complexo de saúde Beelitz-Heilstätten, em Berlim, desativado há quase 20 anos e que foi construído no final do século 19 para o tratamento da tuberculose e transformado em hospital militar durante a Primeira Guerra Mundial. Com direção e figurino de Mirian e Lucien, a modelo trans Sanni Est foi clicada passeando pelo local, traduzindo a decadência de um prédio que já serviu de cenário para filmes como “O Pianista”.

Outras imagens foram registradas no Hospital Colônia Itapuã, em Viamão, instituição criada na década de 40 e que se tornou uma verdadeira cidade voltada ao confinamento de pessoas com lepra. Em parceria com a atriz Graziela Gallichio, as fotógrafas registraram as marcas dos prédios que abrigaram até cerca de 1.500 pessoas, dos quais ficaram a memória de um mundo à parte, com sua história lembrada por alguns moradores remanescentes.

“Essa conexão entre os dois países foi possível porque os lugares traduzem a nossa ideia sobre a passagem do tempo, que marcam as nossas vidas das mais diferentes formas e que insistem em nos repetir: tudo muda, o tempo todo”, afirmam as fotógrafas.