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  • 25/12/2016
  • 12:29
  • Atualização: 12:31

Fotógrafo gaúcho Leopoldo Plentz ganha exposição em Montevideo

"Jardín de las delicias y otras cosas" fica em cartaz até 4 de março de 2017

Exposição fica em cartaz até 4 de março de 2017 | Foto: Divulgação / CP

Exposição fica em cartaz até 4 de março de 2017 | Foto: Divulgação / CP

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O Centro de Fotografía de Montevideo (18 de Julio 885) apresenta o plasticismo do fotógrafo porto-alegrense Leopoldo Plentz através de uma mostra especial. A exposição "Jardín de las delicias y otras cosas", que fica em cartaz até 4 de março de 2017, reúne obras de quatro séries que evidenciam o trânsito pelas diversas técnicas as quais o autor tem recorrido em sua trajetória profissional: fotos analógicas e digitais, escaneamento direto de objetos e fotogravura. A visitação é realizada de segunda a sexta-feira das 10h às 19h30min, e aos sábados das 9h30min às 14h30min, no primeiro piso da instituição.

Por meio dessas diferentes linguagens tecnológicas, cria-se um inventário de “fósseis” da contemporaneidade urbana, investigando a deformação do objeto tridimensional ante o plano bidimensional. Plentz trabalha com um conjunto de resíduos encontrados nas ruas, primeiro inventariadas pelo scanner e, em seguida, utilizados para criar cenários fictícios, onde as sobras da vida cotidiana são apresentadas como vestígios arqueológicos embebidos na terra. Na série Máscaras, por exemplo, o autor vira os olhos para a cegueira como uma metáfora da sessão de fotos em massa de hoje, contexto no qual se fotografa sem realmente olhar. Esta série é produzida fazendo moldes de próprio rosto como autorretratos cegos.

O fotógrafo

José Leopoldo Plentz nasceu em 1952, em Porto Alegre e é graduado artes plásticas pelo Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Começou a trabalhar como fotógrafo industrial e de publicidade em meados dos anos 1970, passando a expor regularmente seu trabalho pessoal na década seguinte. Seu interesse foi direcionado em primeira instância para o paisagismo urbano, adquirindo em seguida um caráter mais intimista, quando passou a apelar para manipulações técnicas com finalidades expressivas.