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  • 26/12/2016
  • 16:36
  • Atualização: 16:55

Mostras no Instituto de Arquitetos, em Porto Alegre, têm visitação até fevereiro

IAB/RS apresenta trabalhos que pintam a relação humana com a paisagem

Moisés Tupinambá, o Motu, apresenta trabalho com linhas urbanas de identidade contemporânea | Foto: Moisés Tupinambá / Reprodução / CP

Moisés Tupinambá, o Motu, apresenta trabalho com linhas urbanas de identidade contemporânea | Foto: Moisés Tupinambá / Reprodução / CP

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  • Correio do Povo

Quatro exposições podem ser conferidas no Solar do IAB/RS (General Canabarro, 363), até o dia 24 de fevereiro. Com entrada gratuita, o espaço do Instituto de Arquitetos do Brasil exibe mostras com os trabalhos de Nestor Candi; Moisés Tupinambá; Lara Espinosa, Milena Kunrath, Sandra Meneses e Suzana Campozani; e Bianca Santini. A visitação acontece de segunda a sexta-feira, das 14h às 18h.

Em "Esculto-pinturas: 30 Anos De Criação", o artista argentino Nestor Candi reúne pinturas e esculturas criadas entre 1987 e 2016, demonstrando as relações entre suas obras bi e tridimensionais, reunindo peças executadas com fragmentos de ferro soldados e outras com tintas. Assim, verificando-se a construção convicta de formas em visível equilíbrio, mediante recortes, dobras, aplicação de cores sobrepostas com harmonia, que tornam evidente a identidade do artista. Já Moisés Tupinambá, também conhecido como Motu, apresenta trabalho icônico com linhas urbanas de identidade contemporânea. Seus temas, influenciados pela cultura pop, giram em torno de paisagens urbanas e personagens dotados de certo humor. O artista explora técnicas e suportes diversos, tendo em sua produção trabalhos em desenho, pintura, litogravura, xilogravura e cerâmica na mostra intitulada "Gráfica mente".

Trabalhos que remetem a elementos da natureza em impressões imaginativas de grupo que resultaram na composição de um relicário, justamente na mostra nomeada "Relicário Pela Vida". As artistas Lara Espinosa, Milena Kunrath, Sandra Meneses e Suzana Campozani revelam que em suas lembranças “imprime-se o espírito de algo que não mais existe, ou que tende a desaparecer, mas que ainda tem capacidade de transformação para uma nova História”. Nesse contexto, a reunião dos materiais se deu de forma natural, uns como extensão dos outros. Raízes, sementes, folhas e pequenas plantas do jardim se agregaram ao cotidiano de fazer cerâmica, reunidas como acervo particular, tátil e visual.

"Além da Paisagem", de Bianca Santini, busca transpor para o espaço a forma como a paisagem é percebida e modificada, a partir de deslocamento e percepção fenomenológica e de sentido. Neste processo, a poética do trabalho traduz elementos do real para o imaginário, do lado externo para o lado interno, provocando uma ativação do espaço e um desenho da paisagem mediado pelo corpo. A partir de caminhadas pela cidade de Porto Alegre, percorrendo ruas, praças e parques com foco no olhar sobre a paisagem, onde galhos, raízes, troncos de árvores vislumbram um desenho no espaço, diversos elementos constroem um acervo e funcionam como laboratório de pesquisa a céu aberto, onde são registrados ou coletados para desenvolver pinturas, desenhos, objetos e instalações.