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  • 09/11/2017
  • 14:40
  • Atualização: 15:10

Atriz Gina Lollobrigida denuncia ter sido vítima duas vezes de agressões sexuais

Sex symbol nos anos 1950, ela afirma que abusos foram cometidos por um estranho e por um italiano

Ela considerou que é preciso ter coragem para denunciar no momento do fato | Foto: YouTube / Reprodução / CP

Ela considerou que é preciso ter coragem para denunciar no momento do fato | Foto: YouTube / Reprodução / CP

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  • AFP

A italiana Gina Lollobrigida disse que foi vítima de agressões sexuais, mas considerou que é preciso ter coragem para denunciar no momento do fato, e não anos mais tarde. "A primeira vez, eu era inocente, não conhecia o amor, não conhecia nada. Então foi grave e a pessoa era muito conhecida. Eu tinha 19 anos, ainda estava na escola", declarou a atriz, hoje com 90, durante o programa "Porta a Porta", da RAI TV. Falando com poucas palavras e grande dignidade, ela explicou que por duas vezes sofreu agressões sexuais "bastante sérias" de um estranho e de um italiano.

"Você precisa ter coragem para denunciar os fatos no momento, mas mesmo eu não tive essa coragem, fiquei quieta, não disse nada", acrescentou. "Parece-me que falar sobre isso agora é uma maneira de procurar publicidade", ponderou a antiga sex symbol quando perguntada sobre os escândalos sexuais que agitam a indústria cinematográfica. Sobre o segundo caso, ela não quis falar e apenas revelou que foi após seu casamento em 1949 com o médico Milko Skofic, com quem teve um filho antes de se divorciar mais de 20 anos mais tarde.

"As agressões sexuais, ficam em você e marcam seu caráter. É algo do qual você não consegue se livrar. Suas ações estão sempre sujeitas a essas memórias terríveis", disse ela. Um mês após as revelações sobre o produtor Harvey Weinstein, acusado por uma centena de atrizes e ex-colaboradoras de assédio, agressão sexual ou estupro, muitas vozes se elevaram e outros ídolos caíram. Na Itália, várias atrizes assumiram a defesa do diretor Giuseppe Tornatore, autor de "Cinema Paradiso" em 1988, Oscar de melhor filme estrangeiro em 1990, acusado de ter importunado uma atriz há 20 anos, o que negou.