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Porto Alegre, quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2018

  • 31/01/2018
  • 16:09
  • Atualização: 16:10

Angelina Jolie trabalhará com Otan contra violência sexual

Atriz denuncia "o estupro usado como uma arma de guerra" nos conflitos

Angelina Jolie trabalhará com Otan contra violência sexual | Foto: Neilson Barnard / NBCUniversal / Divulgação / CP

Angelina Jolie trabalhará com Otan contra violência sexual | Foto: Neilson Barnard / NBCUniversal / Divulgação / CP

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  • AFP

Angelina Jolie irá colaborar "nos próximos meses e anos" com a Otan para intensificar a luta contra a violência sexual nos conflitos, anunciou nesta quarta-feira na sede da Aliança Atlântica em Bruxelas. "Este esforço deve contribuir com resultados concretos que marcarão uma verdadeira diferença sobre o terreno, nas zonas afetadas pelos conflitos, e permitir uma mudança de atitude em relação às mulheres no mundo", destacou Jolie em uma coletiva de imprensa.

A atriz e embaixadora da boa vontade do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) denunciou a violência sexual e "o estupro usado como uma arma de guerra" nos conflitos. "Usa-se como uma ferramenta de controle político, de terrorismo e de limpeza étnica. É uma causa importante na criação de fluxos de refugiados", afirmou.

Nos locais onde é praticado "é mais difícil e mais custoso alcançar a paz", recordou. "A violência sexual é uma tática de guerra (empregada) contra as mulheres e as jovens, mas também contra homens e meninos. A Otan já faz muito para enfrentar este problema, mas pode-se fazer mais", comentou o secretário-geral da Aliança, Jens Stoltenberg.

A Aliança Atlântica, que agrupa 29 países ocidentais, já forma suas tropas em matéria de violência sexual antes de mobilizá-las, e envia especialistas na questão junto com os comandantes de suas missões, como no Afeganistão ou no Iraque, explicou. A Otan também está envolvida no treinamento e na formação militar de muitos países sócios no mundo. "Vamos ver como reforçar nossas formações sobre a maneira de combater a violência sexual", indicou Stoltenberg.