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  • 31/10/2017
  • 14:10
  • Atualização: 14:42

"Sul", da porto-alegrense Veronica Stigger, vence o Jabuti de melhor livro de contos

Prêmio literário anunciou ganhadores nesta terça-feira

Obra reúne um conto, uma peça teatral curta e um poema | Foto: Facebook / Reprodução / CP

Obra reúne um conto, uma peça teatral curta e um poema | Foto: Facebook / Reprodução / CP

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  • AE e Correio do Povo

Um dos mais tradicionais e abrangentes prêmios literários, o Jabuti anunciou nesta terça-feira, os vencedores das 29 categorias de sua 59ª edição, que, pela primeira vez, incluíram História em Quadrinhos e Livro brasileiro publicado no exterior.  A melhor obra de contos foi "Sul", editado pela 34, da porto-alegrense Veronica Stigger, finalista também do Prêmio Oceanos. A lista de premiados inclui Silviano Santiago, Marilena Chauí, Eva Furnari, Luiz Bernardo Pericás e Raduan Nassar.

Publicado originalmente na Argentina, em 2013, "Sul" foi lançado no país no passado e reúne um conto, uma peça teatral curta e um poema, formando um quebra-cabeça em que as peças se encaixam. O primeiro texto, "2035", é um relato de sombrio situado num futuro distópico. Já na peça "Mancha", duas personagens com o mesmo nome travam um diálogo entre cômico e absurdo em torno de uma mancha de sangue no chão de um apartamento. Por fim, o longo poema "O coração dos homens" se constrói sobre memórias de infância em que se confundem verdade e mentira, fato e ficção.

A cerimônia de entrega dos prêmios Jabuti será realizada em 30 de novembro, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo, quando serão conhecidos os vencedores do Livro da Ano de Ficção e do Livro do Ano de Não Ficção. Estees ganharão $ 35 mil cada um. A autora Ruth Rocha será homenageada pelo conjunto da obra.

O escritor e crítico literário Silviano Santiago venceu o Jabuti na categoria romance por "Machado" (Companhia das Letras). Ele concorre, ainda, ao Prêmio São Paulo e Oceanos. Em segundo lugar ficou Cristovão Tezza, com "A Tradutora" (Record), e em terceiro, Maria Valéria Rezende, com Outros Cantos (Alfaguara). Ignácio de Loyola Brandão ficou em segundo lugar com "Se For Para Chorar que Seja de Alegria" (Global), e em terceiro lugar ficou a "Caixa Rubem Braga", publicada pela Autêntica.

Simone Brantes ganhou em poesia por "Quase Todas as Noites" (7Letras). Luci Collin, com "A Palavra Algo" (Iluminuras), ficou em segundo e Daniel Francoy ficou em terceiro com Identidade (Urutu). O aclamado "Um Copo de Cólera", de Raduan Nassar, publicado pela Penguin Random House do Reino Unido of Rage, foi o melhor livro brasileiro publicado no exterior. Nesta categoria, não entra prêmio em dinheiro. A Campanhia das Letras e a Penguin ganham uma estatueta, e o editor estrangeiro é convidado a vir ao Brasil para conhecer outras obras e autores e fazer uma rodada de negócios.

Na categoria biografia, o livro de Luiz Bernardo Pericás sobre Caio Prado Júnior, publicado pela Boitempo, ficou em primeiro lugar. Concorriam obras de Fernando Henrique Cardoso e Rita Lee. Em segundo lugar ficou Ana Miranda, com "Xica da Silva: A Cinderela Negra" (Record), e em terceiro Joaquim Ferreira dos Santos, com "Enquanto Houver Champanhe, Há Esperança: Uma biografia de Zózimo Barrozo do Amaral".

Marilena Chauí venceu na categoria Ciências Humanas, com "A Nervura do Real II "(Companhia das Letras). Marcos Guterman ficou em segundo lugar na categoria Reportagem e Documentário, com "Nazistas entre Nós: A trajetória dos oficiais de Hitler depois da guerra" (Contexto). Em primeiro, ficou "Petrobras: Uma história de Orgulho e Vergonha" (Companhia das Letras), de Roberta Paduan, e "O Livro dos Bichos" (Companhia das Letras), de Roberto Roberto Kaz, em terceiro.

"Castanha do Pará", HQ autopublicada por Gidalti Oliveira Moura Júnior com apoio de leitores que ajudaram no financiamento coletivo, sobre a vida de um menino na periferia de Belém, foi o primeiro na estreante categoria de Histórias em Quadrinhos. "Drufs" (Melhoramentos), de Eva Furnari, foi o melhor livro infantil desta edição do Jabuti. Jean-Claude Alphen foi premiado na categoria Ilustração de livro infantil por "Adélia" (Pulo do Gato). "Dentro de Mim Ninguém Entra" (Berlendis & Vertechia), de José Castello, foi o melhor juvenil.