Porto Alegre

26ºC

Ver a previsão completa

Porto Alegre, domingo, 17 de Dezembro de 2017

  • 30/09/2017
  • 13:44
  • Atualização: 22:35

63ª Feira do Livro de Porto Alegre será marcada pela diversidade

Wole Soyinka e Sam Bourcier estão entre os participantes desta edição

Nobel de Literatura em 1986, Wole Soyinka é tema de programação especial do último final de semana do evento | Foto: Yale University / Divulgação CP

Nobel de Literatura em 1986, Wole Soyinka é tema de programação especial do último final de semana do evento | Foto: Yale University / Divulgação CP

  • Comentários
  • Luiz Gonzaga Lopes

A 63ª Feira do Livro de Porto Alegre, que será realizada de 1º a 19 de novembro, será uma festa literária marcada pela diversidade de gênero, de etnias, de faixa etária e de alguns grandes nomes da literatura pelo mundo, pelo país e pelo Estado. Duas grandes presenças anunciadas pelo prsidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, Marco Cena, são o Nobel de Literatura em 1986, Wole Soyinka, e o escritor trans francês Sam Bourcier, um dos primeiros a tratar de uma teoria queer nos anos 1990.

Soyinka é tema de programação especial no último final de semana do evento, dias 18 e 19 de novembro. No dia 18, às 15h30min, a escrita do autor nigeriano será analisada por Adriano Migliavacca na Sala Leste do Santander Cultural. No mesmo dia, 18h, um sarau vai homenagear o escritor e sua obra na Tenda de Pasárgada, com a participação de Eliane Marques, Lucia Bins Ely e Adriano Migliavacca. No dia 19, o autor participa de conferência, 11h, no Theatro São Pedro e autografa “O Leão e a Joia” (Geração Editorial, 2012), ao meio-dia, no local.

A visita do autor à Feira do Livro é resultado de parceria entre CRL e 11ª Bienal do Mercosul, com o tema “O Triângulo do Atlântico”, que acontece no primeiro semestre de 2018. “O Leão e a Joia” é uma fábula contemporânea que tem como cenário a aldeia de Ilujinle, no país iorubá, onde a Sidi, a joia, é assediada por um jovem professor primário, Lakunle, treinado nos saberes ocidentais, disposto a erradicar a tradição em nome de uma europeização dos costumes, e por Baroka, o bale da aldeia, chefe tradicional e poderoso. “A Feira sempre teve uma programação plural, mas neste ano queremos trabalhar este foco na diversidade, mas sempre tendo como eixo principal o livro e a leitura”, declara Cena. Os patronáveis da Feira são Caio Riter, Valesca de Assis, Luís Dill, André Neves e Celso Gutfreind. O anúncio deve ocorrer no próximo dia 11.

Conforme a coordenadora da programação adulta, Jussara Rodrigues, a presença de uma comitiva de autores nórdicos será uma das grandes novidades desta feira. Serão dez autores (nove nomes) de Finlândia, Suécia, Dinamarca, Noruega e Islândia. São nomes como o sueco Kim W. Andersson, o duo dinamarquês A. J. Kazinski, pseudônimo sob o qual Anders Rønnow Klarlund e Jacob Weinreich assinam histórias de suspense e mistério policial; o islandês Einar Már Gudmundsson, o noruguês Dag Solstad e o finlandês Aki Ollikainen. “Serão três levas de escritores nórdicos durante os três finais de semana da Feira. É uma parceria da Feira com embaixadas ou consulados dos países nórdicos no Brasil e instituições, como o Instituto Ibero-Americano da Finlândia, e Pasi Loman, tradutor finlandês da agência literária Vik

A jornalista Pilar del Río, que participou em julho da 14ª Flip, em Paraty, também marcará presença na Feira. Presidente da Fundação José Saramago — e companheira do escritor até a morte dele, em 2010 — Pilar fala de direitos humanos, feminismo, da vida ao lado do marido, de militância política e de sua infância. Outras atrações internacionais são o cronista e humorista português Ricardo Araújo Pereira e o escritor angolano Ondjaki. Entre os autores nacionais que devem marcar presença no evento, estão confirmados Amyr Klink, Luiz Felipe Pondé, Lobão, Artur Xexéo, Rubens Valente, Conceição Evaristo, o autor indígena Daniel Munduruku e os booktubers Vitor Martins e Pam Gonçalves. Cena destaca que a Feira neste ano perde o espaço da rua Sepúlveda, entre a Siqueira Campos e Mauá. “Não teremos aquele espaço, mas a Feira não vai encolher. Teremos mais espaços dentro do Memorial RS”, diz.

Em relação à área infantil e juvenil, o o Teatro Carlos Urbim estará na avenida Sepúlveda, entre o Margs e o Memorial, com capacidade para 350 pessoas. Conforme a coordenadora Sonia Zanchetta, no Espaço Cultural dos Correios, que fica no térreo do Memorial do RS, haverá a Biblioteca Moacyr Scliar, a cargo da ONG Cirandar; a Bebeteca, com acervo para crianças de até 6 anos; a Sala dos Autores e a coordenação da Área Infantil e Juvenil. “A Área Infantil e Juvenil vai homenagear os contos de Hans Christian Andersen, em função dos países nórdicos homenageados. “A Tenda do QG será ambientada com o tema. Os contadores e músicos estarão caracterizados como personagens de livros do autor e serão contados seus contos e histórias.” Uma novidade será O Espaço do Conhecimento, patrocinado pela Petrobras, cuja programação terá foco no uso das novas tecnologias.