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  • 02/01/2017
  • 15:06
  • Atualização: 16:02

Azealia Banks insulta brasileiros e dispara: "não sabia que existia internet na favela"

Cantora ainda os chamou de "anormais do terceiro mundo"

Rapper é conhecida pelo comportamento ofensivo nas redes sociais | Foto: Andrew Cowie / AFP / CP

Rapper é conhecida pelo comportamento ofensivo nas redes sociais | Foto: Andrew Cowie / AFP / CP

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  • Correio do Povo

A rapper norte-americana Azealia Banks, mais conhecida por polemizar nas redes sociais do que por seus dotes musicais, virou novamente alvo de polêmica na Internet. Desta vez, a nova-iorquina de 25 anos fez uma série de publicações no Facebook ofendendo brasileiros, os quais chamou de "anormais do terceiro mundo". Ela foi ainda mais longe e disse que "não sabia que existia internet na favela". A resposta dos usuários foi imediata, e a cantora recebeu uma enxurrada de críticas e comentários negativos.

Tudo começou na noite de domingo, quando Azealia postou um vídeo de um quarto usado para sacrificar galinhas com a legenda "três anos de bruxaria". A cantora australiana Sia não gostou das imagens e escreveu que “sacrificar animais para o seu benefício é a pior m**** que já ouvi. Siga em frente sendo incrível, boa e trabalhando bastante”. A americana, não muito aberta ao diálogo, respondeu: “sua cara feia e seca de mulher branca de inverno é a cara mais feia que eu já vi, deve ser por isso que você esconde o tempo tudo. Tenha alguma m***  de respeito na p**** da minha tradição religiosa africana, sua vadia branca”.

Depois das palavras chulas, os brasileiros partiram em defesa de Sia e se tornaram alvo de deboche de Azealia, que já ofendeu nomes como Beyoncé, Taylor Swift, Nicki Minaj, Rita Ora, Pharrell Williams e a ex-Secretária dos Estados Unidos Hillary Clinton, a quem chamou de vaca durante as eleições vencidas por Donald Trump. A rapper perguntou quando os brasileiros iriam "parar de fazer spam com esse inglês errado falando sobre algo que não sabem?" "É hilário ser chamada de 'black whore' por brasileiros brancos. Eles deveriam se preocupar com a economia primeiro", publicou.

"Não sabia que tinha internet na favela", continuou. Entretanto, algumas horas depois, ela apagou a postagem. Ainda assim, os brasileiros continuaram mostrando sua indignação nos comentários de outras postagens, dando combustível para que a artista continuasse seu show midiático. Ela, que surgiu no mundo fonográfico em 2011 após aparecer como uma das apostas da revista britânica NME como um dos nomes promissores daquele ano, ainda fez uma lista de músicas que tocariam num álbum "tipicamente brasileiro":

Na sequência, além de mandar os brasileiros "se fo******", ela afirmou que é a "rainha da internet". "Isso é tão fácil. Como eu consigo fazer notícias internacionais a partir do conforto do meu vaso sanitário está honestamente além de mim. Eu nem estou fazendo nada..." digitou a cantora, que no último junho postou um cover em português da música "Chega de saudade". Azealia, cujo comportamento violento é atribuído aos maus tratos na infância, continuou provocando: "Eu aposto 50 dólares que alguém pagou para fazer spam na minha página. Eu posso ao menos ter um robô de spam que fale um inglês claro, por favor?"

O nome da cantora ficou nos tópicos mais comentados do Twitter, com muitos tuítes criticando-a e outros ironizando o fato dela não ser muito conhecida por aqui. Os usuários nacionais denunciaram a conta dela na plataforma, que foi bloqueada, e lançaram a campanha #DenunciemAContaDaSandalia, em alusão à marca de sapatos Azaleia. No ano passado, ela já havia sido suspensa da rede social depois uma série de ataques homofóbicos e racistas contra o cantor Zayn Malik, ex-One Direction. Ela chamou o músico de "bicha", afirmou ele só entrou no grupo para preencher a cota de negros (ele na verdade é descendente de paquistanes) e disse que a mãe dele é uma "refugiada suja que não tem asilo garantido".