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  • 13/09/2016
  • 16:19
  • Atualização: 16:56

Semana de Moda de Nova Iorque tem coleções femininas e nostálgicas

Zac Posen, Phillip Lim e Jeremy Scott já apresentaram suas coleções

Estilista nova-iorquino Zac Posen mostrou uma coleção ultra feminina | Foto: Bennett Raglin / Getty Images North America / AFP

Estilista nova-iorquino Zac Posen mostrou uma coleção ultra feminina | Foto: Bennett Raglin / Getty Images North America / AFP

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  • AFP

O estilista nova-iorquino Zac Posen mostrou uma coleção ultra feminina nessa segunda-feira durante o desfile de Semana de Moda de Nova Iorque. Ele é conhecido por suas criações glamurosas, que sempre mostra nos tapetes vermelhos.

Sua nova coleção primavera/verão 2017 é uma ode à feminilidade e sofisticação. Zac Posen mostrou criações com decotes, justos no busto, com pregas e mangas com muito volume, além de costas com efeitos drapeados. Tudo produto de um trabalho geométrico de precisão.

O estilista mostrou looks com crinolina (anáguas para dar estrutura) e malha, dois elementos que reforçam a leveza infinita das peças. "Minha vida é uma busca de estrutura e de 'savoir-faire' e assim, em cada coleção há uma evolução diferente", explicou o estilista. A sensualidade aflora sempre, justamente nos looks armados e transparentes, bordados com estampas em cores vivas como amarelo e verde menta. 

A busca pela feminilidade é um valor compartilhado com o californiano de origem chinesa Phillip Lim, que também mostrou sua nova coleção, "3.1", nessa segunda-feira. Lim tentou se distanciar do ambiente pós-moderno presente na Semana de Moda de Nova Iorque.

Ao criar a coleção primavera/verão 2017, disse ter pensado no cenário musical de Nashville dos anos 50 e 60, assim como na era vitoriana. "Estou apegado ao passado, sinto nostalgia da época em que se lutava, seja por uma história de amor", disse. "Quando a pessoa estava com raiva, podia resolver com a dança", finalizou.

Outra forma de nostalgia foi a proposta do extravagante estilista Jeremy Scott. Com sua criações, transportou o público até a cidade de Nova Iorque dos anos 80, onde se misturava o perigo, o erotismo e a extravagância. Scott, que também trabalha como diretor criativo da marca italiana Moschino, utilizou imagens dos anos 80 em suas criações, como o rosto de uma mulher de pele branca com os lábios vermelhos.

Usou materiais como o PVC para criar saias, calças e blusas, geralmente pretas. Já a coleção da DKNY jogou com peças transparentes sobrepostas e que escondem somente uma parte do corpo. Os estilistas Maxwell Osborne e Dao-Yi Chow, conhecidos por sua marca própria Public School, mostraram uma nova prova de que as sobreposições e as capas são uma tendência forte da atualidade.