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Porto Alegre, quinta-feira, 21 de Setembro de 2017

  • 17/02/2017
  • 09:17
  • Atualização: 09:45

Estilista muçulmana coloca apenas modelos imigrantes na passarela

Desfile mostrou que roupas consideradas conservadoras podem ser fashionistas

Desfile mostra que roupas consideradas conservadoras podem ser fashionistas | Foto: Angela Weiss / AFP / CP

Desfile mostra que roupas consideradas conservadoras podem ser fashionistas | Foto: Angela Weiss / AFP / CP

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Tendências e polêmicas a parte, o teor político dos desfiles ganhou destaque na última edição na Semana de Moda de Nova Iorque. Na terça-feira, a estilista Anniesa Hasibuan colocou na passarela apenas modelos que nasceram em outro

país ou filhas e netas de imigrantes.

A apresentação aconteceu menos de um mês após Donald Trump fechar temporariamente as portas dos Estados Unidos a refugiados de sete países muçulmanos.

Nas peças, o empoderamento feminino estava em alta, já que as modelos mostraram que roupas consideradas conservadoras também podem ser fashionistas. Mangas longas apareceram cobertas de cristais Swarovski e tons perolados adornaram todas as produções.

Assim como na estreia de Anniesa na temporada de moda norte-americana, em setembro de 2016, todas as mulheres desfilaram com hijabs.

Marc Jacobs celebra hip hop e sua influência na roupa esportiva

O estilista nova-iorquino Marc Jacobs desfilou o hip hop e sua grande influência no nascimento do estilo esportivo em sua nova coleção outono/inverno 2017, apresentada nessa quinta-feira, em Nova Iorque. No momento em que a moda está em plena reflexão sobre si mesma, o estilista de 53 anos criou com habilidade os códigos do desfile.

Acostumado à profusão, desta vez, Marc Jacobs preferiu o minimalismo para marcar o último evento do calendário da Semana de Moda de Nova Iorque. Jacobs esvaziou completamente o Armory, antigo prédio militar de Nova Iorque, deixando apenas uma passarela muito longa bem no meio desse espaço de 5.000 m2, com teto de 25 metros de altura. Todos os convidados ficavam na primeira fila dos dois lados dessa enorme passarela.

As modelos percorriam essa passarela interminável até sair do prédio e sentar nas cadeiras separadas para elas. Após o desfile, na saída do prédio, os convidados ficaram cara a cara com as modelos, que usam celulares falsos planejados pelos estilistas. Durante bom tempo, de cada lado, filmava-se e fazia fotos, principalmente, a cantora Katy Perry, anônima no meio da multidão. O estilista teria pedido aos convidados para não usar o celular durante o desfile, dentro do prédio.

Na coleção Jacobs mostrou mais uma vez seu talento para criar uma atmosfera em uma direção clara e lógica do conjunto.

Usou e abusou dos acessórios, como chapéus clochê (em formato de sino) que lembravam os "bucket hats" popularizados pela marca Kangol e por vários rappers dos anos 1980. As modelos também usavam grandes colares em metal com pingente, também um grande símbolo do hip hop.

Grandes casacos, muitos com forro de pele, sapatos de salto de madeira e vestidos leves e curtos voltaram, reminiscentes de desfiles anteriores. Usando seu lado esportivo, Marc Jacobs colocou na passarela um jogging vermelho, suéteres com fechos e calças amplas. Para o estilista, o hip hop sempre foi um "movimento cultural", que "abriu caminho para uma nova linguagem de estilo".