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  • 06/12/2016
  • 17:29
  • Atualização: 18:09

Criadores de “Westworld” projetam futuro da série, que volta ao ar em 2018

Último episódio da primeira temporada foi exibido no domingo

Anthony Hopkins em cena como Dr. Robert Ford | Foto: HBO / Divulgação / CP

Anthony Hopkins em cena como Dr. Robert Ford | Foto: HBO / Divulgação / CP

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  • Correio do Povo

O último episódio da primeira temporada de “Westworld”, uma das principais estreias da HBO, foi ao ar no domingo conquistando muitos elogios. Depois da exibição, os criadores Lisa Joy Nolan e Jonathan Nolan falaram sobre os primeiros dez episódios e sobre o futuro da série, que voltará a ser exibida somente em 2018.

"É um projeto ambicioso e a HBO nos encorajou a tomar o tempo e os recursos que precisarmos para fazê-lo. Queríamos passar mais tempo escrevendo antes de entrar na produção e edição, então não vamos fazer o tradicional ano após ano”, disse Nolan, justificando o intervalo maior que o habitual entre as temporadas. O ritmo, conforme ele, foi acertado com a emissora durante a gravação do segundo capítulo do primeiro ano.

Já em entrevista ao The Hollywood Reporter, ele comentou o desenvolvimento da produção, que deve ter um total de cinco temporadas. “Nós queríamos que cada temporada aumentasse a ambição no âmbito da série. E isso acompanha a história dos nossos anfitriões. As suas vidas começam em ciclos, e então expandem e mudam e crescem. É uma origem de uma nova espécie. Nós queremos acompanhar essa história por todo o caminho até o fim”, garantiu.

Nesse sentido, Nolan acredita que os planos colocados em ação pelo criador do parque, Dr. Robert Ford (Anthony Hopkins), são peça fundamental não apenas para o desfecho da próxima temporada, como também da história desta "origem das espécies" – mas se você ainda está evitando spoilers, para de ler este texto aqui.

Nolan descreve que a primeira temporada foi sobre a intencionalidade de Ford e seu plano para sua nova narrativa, que começa a partir de sua própria morte, com um tiro disparado por Dolares (Evan Rachel Wood) em uma versão mais tomada por Wyatt, que vinha sendo citado como a grande representação do mal. “Nesta narrativa, Ford é Deus. Esta é a morte de Deus como ponto de saltar fora de nossa história, mas também uma refeição completa para si”. No entanto, isso traz novas questões para o futuro da trama: “Ford moveu o que ele acha que é um plano. A natureza do plano é uma coisa que nós exploraremos na segunda temporada. O que são as suas reais intenções: deixar Dolores ou os outros anfitriões escaparem? Simplesmente ensinar aos humanos uma lição?”, questiona o roteirista.

Eles dizem que tem sido um dos maiores prazeres e privilégios de suas carreiras trabalhar com Hopkins, mas havia uma necessidade estabelecida na morte do personagem, que foi se encaminhando com todas as revelações feitas a Dolores e Bernard (Jeffrey Wright) sobre o passado de Westworld e os mistérios envolvendo seu sócio, Arnold. "É como Arnold disse: 'A violência precisa ser real. O que está em jogo precisa ser real'. Não há como voltar a partir daqui”, explica Lisa Joy sobre as decisões tomadas por Ford e que moldarão o próximo ano.


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