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  • 29/01/2018
  • 16:42
  • Atualização: 17:03

Michael Haneke vai dirigir pela primeira vez uma série televisiva

Renomado cineasta austríaco vai comandar o drama distópico "Kelvin's Book"

Projeto com dez episódios ainda não tem previsão de estreia | Foto: Loïc Venance / Divulgação / CP

Projeto com dez episódios ainda não tem previsão de estreia | Foto: Loïc Venance / Divulgação / CP

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  • Correio do Povo

O diretor austríaco Michael Haneke, dos aclamados "Amour", "A Fita Branca" e "Violência Gratuita", fará sua estreia na televisão com uma série produzida em parceria com a empresa alemã UFA Fiction. "Kelvin's Book" (O livro de Kelvin, em tradução literal) é descrito como um drama distópico de alto conceito ambientado em um futuro próximo. A série de dez partes e em língua inglesa seguirá um grupo de jovens que são forçados a fazer um pouso de emergência fora do seu país de origem e, pela primeira vez, são confrontados com o verdadeiro rosto de sua nação. Ainda não há previsão de estreia nem informações sobre o elenco para esta obra.

"Depois de 10 filmes para a televisão e 12 para o cinema, queria contar uma história mais longa pelo menos", disse o cineasta em um comunicado. A UFA Fiction, uma divisão do gigante da produção FremantleMedia, produzirá a série, com Nico Hofmann e Benjamin Benedict servindo como produtores-executivos. "Nenhum diretor contemporâneo me comoveu e me inspirou mais do que Michael Haneke. Esta será uma história extraordinariamente rica, emocionante e ambiciosa. Com temas contemporâneos e uma reflexão sobre a era digital em que vivemos, não há melhor momento para este projeto", comentou Hofmann.

Aos 75 anos, Haneke é um dos diretores mais aclamados da Europa. Indicado 15 vezes ao Festival de Cannes, ganhou o prêmio máximo, a Palma De Ouro, duas vezes, por "A Fita Branca" (2009) e "Amour" (2012). Este último também venceu o Oscar de melhor filme em língua estrangeira, o César de melhor filme, diretor e roteiro original, e o David di Donatello - a principal premiação italiana - de melhor filme europeu. Seu trabalho geralmente retrata uma visão sombria e distópica da sociedade, além de mostrar a burguesia desumanizada, os conflitos familiares, a velhice, a vida e a morte.