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  • 07/12/2016
  • 14:18
  • Atualização: 15:13

Espetáculo sobre vida e obra de Sylvia Plath estreia em Porto Alegre nesta sexta

"Pulso" fica em cartaz até o dia 18 na Usina do Gasômetro

Peça solo é estrelada pela gaúcha Elisa Volpatto | Foto: Betânia Dutra / Divulgação / CP

Peça solo é estrelada pela gaúcha Elisa Volpatto | Foto: Betânia Dutra / Divulgação / CP

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  • Correio do Povo

O grupo de criação e pesquisa cênica Vulcão chega a Porto Alegre para apresentar a montagem “Pulso”, inspirada na vida e obra do ícone da Poesia Confessional norte-americana Sylvia Plath. Dirigido por Vanessa Bruno, a peça estreia nesta sexta e permanece em cartaz até o dia 18 de dezembro, de quinta a domingo, sempre às 20h, na sala 503 da Usina do Gasômetro (Pres. João Goulart, 551). Os ingressos custam R$ 30,00 e devem ser adquiridos no local.

Mantendo a poética particular da autora, “Pulso” explora, para além do feminino, as peculiaridades do humano a partir de fragmentos biográficos da escritora, encontrados nos livros “A Mulher Calada”, de Janet Malcolm, “Ísis Americana – A vida e a arte de Sylvia Plath”, de Carl Rollyson, e “Os Diários de Sylvia Plath", organizado por Karen V. Kukil. O espetáculo se passa durante o último dia de vida da poetisa para revelar, em tom confessional memórias e devaneios de alguns dos momentos de sua vida.

A ideia de levar a grande romancista e contista aos palcos partiu de uma vontade da atriz gaúcha Elisa Volpatto de falar da criação artística dentro de um universo feminino. “Sylvia Plath tem uma forma de escrita única, que só existe devido à influência do ambiente que a circunda. Imagine uma mulher tentando ser poeta na década de 1950, quando o comum era ficar em casa cuidando dos filhos”, conta.

O cenário é composto por um fogão e uma cadeira, que delimitam o espaço de jogo da atriz. Objetos caseiros como xícaras, pratos, panos e copos compõem um ambiente familiar, encarcerando a personagem. Um clima sensorial é criado quando cheiros – de café, ovo quebrado e bebida alcoólica – invadem o ambiente intensificando a relação da artista com o material artístico criado. A interferência de vídeo e trilha sonora também contribui para a construção de uma atmosfera onírica.