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  • 22/02/2017
  • 13:37
  • Atualização: 14:00

Ói Nóis Aqui Traveiz prepara estreia de espetáculo inspirado em texto de Augusto Boal

"Caliban" será apresentada em Porto Alegre no dia 12 de março

Obra foi escrita pelo dramaturgo no exílio, em 1974, em resposta a texto homônimo de Shakespeare | Foto: Isaias Lucas / Divulgação / CP

Obra foi escrita pelo dramaturgo no exílio, em 1974, em resposta a texto homônimo de Shakespeare | Foto: Isaias Lucas / Divulgação / CP

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  • Correio do Povo

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz faz pré-estreia de “Caliban, a Tempestade de Augusto Boal” no dia 12 de março, às 16h, no Parque da Redenção, em Porto Alegre. O objetivo é analisar criticamente o momento conservador que sofre hoje a América Latina, no grande retrocesso nos direitos sociais e na luta pela autonomia econômica, política e cultural, que vivemos no Brasil. No dia 5, às 16h, haverá um ensaio aberto no Parque Marinha do Brasil.

Contemplada com o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2015 e o Rumos Itaú Cultural, a peça abre o 20º Palco Giratório Sesc, dia 29 de março, em Campina Grande (Paraíba). Nesta edição do festival em que o Ói Nóis celebra seus 39 anos, figura como grupo homenageado e deverá circular pelo Brasil, ao longo do ano. De 8 a 14 de maio estará em Parati (RJ) e de 2 a 4 de agosto, em São Paulo.


A encenação é feita a partir do texto “A Tempestade” de Boal, escrita no exílio em 1974, quando os movimentos sociais latino-americanos sofriam derrota, frente ao imperialismo dos EUA, e eram reprimidos pelas ditaduras. Ela é uma resposta ao clássico homônimo de William Shakespeare, sendo que a história é vista pela perspectiva de Caliban, metáfora dos seres originários da América, que foram escravizados e dizimados pelos invasores colonizadores, representados por Próspero.

Para seduzir o púbico anônimo e passageiro das ruas das cidades, a criação coletiva do Ói Nóis Aqui Traveiz investe em um movimento de cena dinâmico com personagens excêntricos, utilizando adereços e figurinos impactantes com máscaras e bonecos. A narração da fábula é toda influenciada pela música, o canto e a dança.