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  • 19/12/2016
  • 13:11
  • Atualização: 13:09

Retrospectiva 2016: Grêmio penta, Inter rebaixado e Rio 2016

Ano de 2016 ficou marcado pelo acidente com avião da Chapecoense que causou a morte de 71 pessoas

Retrospectiva 2016: A tragédia da Chape, Grêmio penta e Inter rebaixado | Foto: Montagem sobre fotos de Johannes Eisele / AFP / Pedro Ugarte / AFP / Mauro Schaefer / Guilherme Testa

Retrospectiva 2016: A tragédia da Chape, Grêmio penta e Inter rebaixado | Foto: Montagem sobre fotos de Johannes Eisele / AFP / Pedro Ugarte / AFP / Mauro Schaefer / Guilherme Testa

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  • Correio do Povo

O ano de 2016 começou vermelho no Rio Grande do Sul. O Inter do então técnico Argel Fucks, conquistou o hexacampeonato gaúcho. Porém, no Brasileirão, após um início promissor, o time despencou e encerrou o ano rebaixado. O maior ídolo do clube nos últimos anos, o craque argentino D'Alessandro, após uma temporada no River Plate, da Argentina, anunciou o seu retorno ao Colorado. Com D' Ale, a torcida e os dirigentes acreditam que o retorno à elite seja mais tranquilo.

Pelos lado do Humaitá, após um primeiro semestre de fracassos - fora da final do Gauchão e eliminado nas oitavas de final da Libertadores - o Grêmio terminou o ano com taça, medalha e faixa. O Tricolor conquistou o pentacampeonato da Copa do Brasil. Antes, contudo, mudou o comandante da casamata: Saiu Roger e entrou Renato Portaluppi. O ídolo gremista arrumou o time e ajudou o clube a acabar com o jejum de 15 anos de um título de relevância. E não foi só o Grêmio que saiu da fila. Na NBA, o Cleveland Cavaliers, comandado por LeBron James, venceu o Golden State Warriors e festejou seu primeiro título. No beisebol, o Chicago Cubs levantou o troféu depois de 108 anos.

Show de Bolt e despedida de Phelps

Os Jogos Olímpicos Rio 2016, apesar dos temores, foi um sucesso. As cerimônias de abertura e de encerramento foram marcadas pela emoção e pela simplicidade. O mundo viu o jamaicano Usain Bolt tornar-se o primeiro tricampeão olímpico dos 100, 200 e 4x100 metros rasos. Bolt, o raio, dançou e encantou os torcedores no estádio Olímpico. No Parque Aquático, as lágrimas do mito Michael Phelps se misturaram com a água da piscina. Phelps deixou o Rio de Janeiro com cinco medalhas de ouro e uma de bronze. Phelps, o maior medalhista olímpico, se despediu do esporte com 28 medalhas (23 ouros, três pratas e dois bronzes).

Brasil nos Jogos

O Brasil brilhou no alto do pódio no salto com vara, vela, boxe, vôlei masculino, volê de praia, judô e no futebol masculino. Sem dúvida, a medalha mais emblemática. A vitória foi conquistada sobre a Alemanha nos pênaltis, após empate em 1 a 1. A geração de Neymar, Luan e Gabriel Jesus reluziu como ouro, resgatando a auto-estima do brasileiro. No futebol feminino, a seleção começou bem, mas perdeu para Suécia e Canadá e terminou a competição sem medalhas.   

O Brasil encerrou os Jogos com 19 medalhas: 7 de ouro, 6 de prata e 6 de bronze.

A tragédia da Chapecoense

O ano ficará marcado pela maior tragédia do mundo do esporte, ocorrida com o avião que transportava a delegação da Chapecoense e profissionais de imprensa para acompanhar o time catarinense na final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional, em Medellín, na Colômbia. No acidente, 71 pessoas perderam a vida. O episódio provocou uma comoção mundial: homenagens de jogadores, clubes do mundo inteiro, familiares e amigos. O Atlético Nacional, no dia e horário do jogo, os colombianos realizaram uma linda cerimônia. O velório coletivo, realizado na Arena Condá, debaixo de forte chuva, também foi pautado pela emoção. Dias depois do acidente, a Confederação Sul-Americana de Futebol oficializou o clube brasileiro como campeão da competição.

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Falando em perdas, o Brasil ainda se despediu do capitão do tricampeonato mundial, em 70, no México, Carlos Alberto Torres e do presidente que transformou a Fifa numa potência, João Havelange.