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  • 06/10/2017
  • 18:34
  • Atualização: 18:45

COB convoca assembleia extraordinária após suspensão do COI

Presidente Carlos Nuzman foi preso pela suspeita de compra de votos para Olimpíadas de 2016

 COI foi suspenso após prisão do presidente Carlos Nuzman por suspeita de compra de votos para Olimpíadas de 2016 | Foto: Mauro Pimentel / AFP / CP

COI foi suspenso após prisão do presidente Carlos Nuzman por suspeita de compra de votos para Olimpíadas de 2016 | Foto: Mauro Pimentel / AFP / CP

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O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) convocou assembleia geral extraordinária para a próxima quarta-feira para "deliberar" sobre a suspensão provisória anunciada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), nesta sexta, após a prisão do presidente Carlos Nuzman pela suspeita de compra de votos para as Olimpíadas de 2016."Na oportunidade, a assembleia irá deliberar quanto às decisões anunciadas pelo Comitê Olímpico Internacional e sobre a atual situação do COB", disse a organização em comunicado, sem informar maiores detalhes.

A reunião vai ser realizada na próxima quarta-feira, às 14h30min, na sede da entidade no Rio de Janeiro. O COB é presidido interinamente pelo vice-presidente Paulo Wanderley. Em setembro, Nuzman já havia sido interrogado pela PF durante a operação "Unfair Play", que suspeitava que o dirigente havia sido o "ponto central de conexão" de uma trama de corrupção internacional que supostamente comprou votos para dar a vitória ao Rio de Janeiro na disputa pela sede olímpica de 2016.

O COI suspendeu Nuzman de todas as suas funções e direitos de membro honorário, e o excluiu da comissão de coordenação dos Jogos de Tóquio-2020. Em referência ao COB, a comissão executiva do COI justificou a decisão (tomada por recomendação de sua comissão de ética, presidida pelo ex-secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon) pelo fato de que "o COB e seu presidente, Carlos Nuzman, eram responsáveis pela candidatura do Rio de Janeiro em 2009".

Em consequência, o COB não está capacitado para receber subsídios por parte do COI, mas os interesses dos atletas serão preservados. "O COI aceitará a inscrição de uma delegação brasileira nos Jogos de Inverno de PyeongChang-2018 e nas demais competições às quais o COB será convidado", informou o Comitê.

Os promotores afirmam que Nuzman, presidente do COB desde 1995, ampliou seu patrimônio em 457% nos últimos 10 anos sem explicar de modo convincente a origem do dinheiro e também que tentou esconder sua riqueza - geralmente no exterior - das autoridades. Também foi detido o diretor geral de operações do comitê Rio-2016, Leonardo Gryner. Durante a operação, a PF apreendeu documentos.