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  • 07/10/2017
  • 17:53
  • Atualização: 18:24

Em carta, Nuzman pede afastamento da presidência do COB

Comunicado foi publicado neste sábado no site da entidade

Em carta, Nuzman pede afastamento da presidência do COB  | Foto: Miguel Schincariol / AFP / CP

Em carta, Nuzman pede afastamento da presidência do COB | Foto: Miguel Schincariol / AFP / CP

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  • Agência Brasil

O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, pediu o afastamento do cargo. Ele foi preso provisoriamente na quinta-feira, acusado de envolvimento num suposto esquema de compra de votos no Comitê Olímpico Internacional (COI) para a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos 2016.

• Defesa de Nuzman pede soltura imediata do dirigente

O pedido foi confirmado na tarde deste sábado pelo COB, em nota no site da entidade, e também pela assessoria de imprensa da defesa de Nuzman. A carta assinada pelo presidente traz a data de sexta-feira. O comunicado será analisado em assembleia geral extraordinária do comitê, marcada para a próxima quarta-feira, às 14h30min, na sede da entidade, no Rio de Janeiro.

Na carta, Nuzman diz que não pode deixar que as investigações sobre ele atinjam o "esporte olímpico brasileiro, seus dirigentes e, especialmente, os atletas". O presidente do COB diz que as acusações contra ele são injustas e que defenderá sua honra e provará sua inocência perante o Judiciário, os desportistas do mundo inteiro, aqueles que o acusam e "outros que se omitem" e os dirigentes do esporte olímpico mundial.

"Para exercer em sua plenitude o meu direito de defesa, até agora violado, afasto-me, a partir desta data, dos cargos de presidente do Comitê Olímpico Brasileiro e de membro nato da Assembleia Geral do Comitê Olímpico Brasileiro. Afasto-me, também, do cargo de presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016".

Ele termina a carta informando que o afastamento será "pelo tempo que se fizer necessário" para a "completa, inquestionável, exoneração de qualquer responsabilidade pela prática dos atos que, indevida e injustamente" são a ele imputados. "Somente assim, entendo, poderei dedicar-me ao sagrado direito de defesa, trazendo a necessária tranquilidade para a correta administração do esporte olímpico brasileiro e, logicamente, não interferindo no aperfeiçoamento e desenvolvimento de seus atletas".

Na sexta, o Comitê Olímpico Internacional (COI) suspendeu o COB e Nuzman provisoriamente de suas atividades junto à entidade internacional e os advogados de defesa pediram que ele seja solto.

Confira a íntegra da carta:

"Rio de Janeiro, 6 de outubro de 2017.

Aos Membros da Assembleia do Comitê Olímpico Brasileiro

(Aos Cuidados do Presidente do Comitê Olímpico Brasileiro)

Prezados Senhores Membros:

Não posso deixar o esporte olímpico brasileiro, seus dirigentes e, especialmente, os atletas, serem atingidos, por qualquer forma, pelos acontecimentos e investigações que me envolvem injustamente.

Vou defender minha honra e provar minha inocência, diante das autoridades constituídas, nomeadamente perante o Poder Judiciário. Vou defender minha honra e provar minha inocência diante dos desportistas do mundo inteiro. Vou defender minha honra e provar minha inocência diante daqueles que me acusam e de outros que se omitem. Vou defender minha honra e provar minha inocência aos dirigentes do esporte olímpico mundial, inclusive aqueles integrantes do Comitê Olímpico Internacional.

Para exercer em sua plenitude o meu direito de defesa, até agora violado, afasto-me, a partir desta data, dos cargos de Presidente do Comitê Olímpico Brasileiro e de Membro Nato da Assembleia Geral do Comitê Olímpico Brasileiro. Afasto-me, também, do cargo de Presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Meu afastamento perdurará pelo tempo que se fizer necessário para minha completa, inquestionável, exoneração de qualquer responsabilidade pela prática dos atos que, indevida e injustamente, me são imputados. Somente assim, entendo, poderei dedicar-me ao sagrado direito de defesa, trazendo a necessária tranquilidade para a correta administração do esporte olímpico brasileiro e, logicamente, não interferindo no aperfeiçoamento e desenvolvimento de seus atletas.

Cordialmente,

Carlos Arthur Nuzman

Presidente"


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