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  • 16/03/2017
  • 14:41
  • Atualização: 14:43

Netshoes faz pedido para abrir capital na bolsa de Nova Iorque

No documento, a empresa disse que realizou 10,3 milhões de vendas ao longo do ano de 2016

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A companhia brasileira Netshoes, dona dos sites de comércio eletrônico Netshoes e Zattini, entrou nesta quinta-feira, com um pedido de abertura de capital na bolsa de valores de Nova Iorque. Os documentos foram divulgados pela Secretaries and Exchange Comission (SEC), autoridade reguladora de empresas abertas dos Estados Unidos.

Caso o pedido seja aprovado, a empresa deverá negociar ações na bolsa com a sigla "NETS". Se tudo correr bem, ela pode ser a primeira startup brasileira a abrir capital nos Estados Unidos. Ainda não é possível, saber, no entanto, a avaliação de mercado da empresa nem quanto a companhia deseja captar em sua abertura de capital – normalmente, esses valores são definidos ao longo do processo de IPO.

Fundada em 2000 por Márcio Kumruian e Hagop Chabap, a empresa nasceu como varejista de artigos esportivos – em 2007, fechou todas as suas lojas físicas para se dedicar apenas ao e-commerce. Em 2014, a empresa lançou a Zattini, e-commerce voltado para moda e beleza.

No documento, a empresa disse que realizou 10,3 milhões de vendas ao longo do ano de 2016 – crescimento de 20,8% na comparação com 2015. No ano passado, a empresa teve receita líquida de R$ 1,74 bilhão, contra R$ 1,51 bilhão em 2015. Já o prejuízo acumulado foi de R$ 151,9 milhões, contra R$ 99,5 milhões em 2015. Hoje, a companhia diz ter 5,6 milhões de usuários ativos, divididos em suas operações no Brasil, na Argentina e no México.

Hoje, 27,8% dos papéis da empresa são dos fundadores. O restante é dividido entre fundos de investimento: 37,38% são da Tiger Global, 10,6% pertence à Archy, 8,8% são da Clemenceau Investments e 8,4%, do Riverwood Capital Partners.

A Netshoes não é a única empresa latino americana com pedido para abrir capital nos Estados Unidos recentemente. No final de 2016, a argentina Despegar.com (conhecida no Brasil como Decolar.com) também entrou com a documentação na SEC para o pedido. Entre as duas empresas, há outra coisa em comum: ambas contém participações do fundo Tiger Global, que também já fez aportes na fintech brasileira Nubank.