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Porto Alegre, quarta-feira, 22 de Novembro de 2017

  • 13/07/2017
  • 20:48
  • Atualização: 21:07

FMI eleva previsão de crescimento do Brasil, mas alerta para crise política

Órgão espera que a economia avance cerca de 2% em 2019 e nos anos seguintes

Órgão espera que a economia avance cerca de 2% em 2019 e nos anos seguintes | Foto: Christina Sabrowsky / DPA / AFP / CP

Órgão espera que a economia avance cerca de 2% em 2019 e nos anos seguintes | Foto: Christina Sabrowsky / DPA / AFP / CP

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  • AFP

O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou, nesta quinta-feira, de 0,2% para 0,3% a previsão de crescimento do PIB do Brasil para 2017, mas destacou que a crise política "lança uma sombra" sobre essa expectativa.  "O crescimento projetado é de 0,3% em 2017 e 1,3% em 2018", afirmou o FMI em uma revisão de seu relatório anual sobre a economia brasileira. Em abril, o órgão tinha estimado o crescimento econômico de 0,2% neste ano.

Para 2018, a projeção baixou em relação ao relatório de abril, que estimava uma expansão de 1,7% do Produto Interno Bruto (PIB). O órgão espera que a economia avance cerca de 2% em 2019 e nos anos seguintes.  "A profunda recessão brasileira parece estar perto do fim", avaliou o documento, reconhecendo a "agenda ambiciosa de reformas" do presidente Michel Temer. Na visão do órgão, "a instabilidade política e o desdobramentos das investigações de corrupção são grandes fontes de risco que podem ameaçar a agenda de reformas e a recuperação" da economia.

O FMI alertou que "a habilidade do governo de entregar uma reforma da previdência, um passo necessário para garantir sustentabilidade fiscal, está menos garantida - e, com eleições nacionais agendadas para 2018, a janela para ações legislativas está fechando".

O órgão preparou o relatório antes da aprovação, no Senado, da controversa reforma trabalhista, que permite que funcionários negociem salários diretamente com os patrões, elimina a contribuição sindical obrigatória e dá mais flexibilidade às empresas quanto à jornada de trabalho e às férias dos funcionários.

De acordo com pesquisas, cerca de 58% dos brasileiros rechaçam as reformas. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, espera que elas ajudem a "gerar empregos".  O Brasil enfrentou um retrocesso de 3,8% do seu PIB em 2015 e, em 2016, a queda foi de 3,6%, numa sequência de dois anos de recessão que caracterizou os piores resultados da série histórica iniciada em 1948.

Em meados de maio, o economista chefe do FMI para América Latina, Alejandro Werner, tinha apontado que o momento ainda era "prematuro" para avaliar o impacto da crise política. Na última assembleia semestral do Banco Mundial e do FMI, realizada em abril em Washington, a diretora-gerente da entidade, Christine Lagarde, tinha expressado sua confiança de que a economia brasileira já ensaiava uma recuperação. "Graças a medidas que foram anunciadas, e algumas delas já aplicadas, parece que a economia do Brasil deu a volta e vai melhorar em 2017 e em 2018", disse Lagarde na capital americana.