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Porto Alegre, domingo, 19 de Novembro de 2017

  • 11/09/2017
  • 12:04
  • Atualização: 12:17

Previsão do IPCA de 2017 cai de 3,38% para 3,14%, aponta Relatório Focus

Projeções foram divulgadas nesta segunda-feira pelo Banco Central

Relatório de Mercado Focus foi divulgado na manhã desta segunda-feira pelo Banco Central | Foto: Marcos Santos / USP Imagens / CP

Relatório de Mercado Focus foi divulgado na manhã desta segunda-feira pelo Banco Central | Foto: Marcos Santos / USP Imagens / CP

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Sob influência da inflação de agosto, divulgada na última quarta, os economistas do mercado financeiro voltaram a reduzir suas projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - o indicador oficial de preços -

para este e o próximo ano. O Relatório de Mercado Focus divulgado na manhã desta segunda-feira, pelo Banco Central, mostra que a mediana para o IPCA em 2017 foi de 3,38% para 3,14%. Há um mês, estava em 3,50%. A projeção para o índice de 2018 foi de 4,18% para 4,15%, ante 4,20% de quatro semanas atrás.

Na prática, as projeções de mercado divulgadas no Focus indicam que a expectativa é de que a inflação fique abaixo do centro da meta, de 4,5%, em 2017 e 2018. A margem de tolerância para estes anos é de 1,5 ponto porcentual (inflação entre 3,0% e 6,0%). Na última semana, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA subiu 0,19% em agosto. O resultado ficou abaixo do piso das estimativas do mercado (de 0,22% a 0,47%).

Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2017 foi de 3,27% para 3,15%. Para 2018, a estimativa permaneceu em 4,19%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 3,38% e 4,00%, respectivamente. Já a inflação suavizada para os próximos 12 meses foi de 4,19% para 4,14% de uma semana para outra - há um mês, estava em 4,50%.

Entre os índices mensais mais próximos, a estimativa para setembro de 2017 caiu de 0,29% para 0,26%. Um mês antes, estava em 0,33%. No caso de outubro, a previsão de inflação do Focus foi de 0,37% para 0,36%, ante 0,37% de quatro semanas atrás.

Preços administrados

O Relatório Focus indicou alteração na projeção para os preços administrados neste ano. A mediana das previsões do mercado financeiro para o indicador em 2017 foi de alta de 6,30% para avanço de 6,43%. Para 2018, a mediana permaneceu em 4,70%. Há um mês, o mercado projetava aumento de 5,80% para os preços administrados em 2017 e elevação de 4,70% em 2018.

Na ata do encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) de julho, publicada no dia 1º de agosto, o BC projetava alta de 6,6% para os preços administrados em 2017 e avanço de 5,3% em 2018. Estas estimativas serão atualizadas nesta terça-feira, quando sai a ata do encontro do Copom da semana passada.

Outros índices

O Focus também mostrou que a mediana das projeções do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) de 2017 passou de -1,07% para -1,01% da última semana para esta. Há um mês, estava em -0,88%. Para 2018, a projeção seguiu em +4,50%, mesmo valor de quatro semanas atrás. Calculados pela Fundação Getulio Vargas (FGV), os Índices Gerais de Preços (IGPs) são bastante afetados pelo desempenho do dólar e pelos produtos de atacado, em especial os agrícolas.

Outro indicador, o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que é referência para o reajuste dos contratos de aluguel, foi de -0,86% para -0,88% nas projeções dos analistas para 2017. No caso de 2018, o índice passou de +4,39% para +4,43%, ante +4,44% de um mês atrás.

Já a mediana das previsões para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) de 2017 passou de +2,99% para +2,53% no Focus. Um mês antes, a mediana das projeções do mercado para o IPC era de +2,94%. Para 2018, a projeção do IPC-Fipe seguiu em +4,23%, ante +4,50% de um mês antes.

PIB

Os economistas do mercado financeiro elevaram as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2017. A expectativa de alta para o PIB deste ano foi de 0,50% para 0,60% no Relatório de Mercado Focus. Há um mês, a perspectiva estava em 0,34%. Para 2018, o mercado elevou a previsão de alta do PIB de 2,00% para 2,10%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava em 2,00%.

No dia 1º de setembro, o IBGE informou que o PIB cresceu 0,2% no segundo trimestre do ano, ante o primeiro trimestre. Na comparação com o segundo trimestre de 2016, houve alta de 0,3%. No primeiro semestre de 2017, ante os primeiros seis meses do ano passado, o PIB apresentou estabilidade.

No Focus divulgado nesta segunda, a projeção para a produção industrial deste ano foi de avanço de 1,00% para alta de 1,10%. Há um mês, estava em 1,03%. No caso de 2018, a estimativa de crescimento da produção industrial passou de 2,16% para 2,30%, ante 2,01% de quatro semanas antes.

Já a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2017 foi de 52,00% para 52,05%. Há um mês, estava em 51,70%. Para 2018, a expectativa no boletim Focus foi de 55,65% para 55,40%, ante 55,13% de um mês atrás.

Dólar

O Relatório de Mercado Focus mostrou que a projeção para a cotação da moeda norte-americana no fim de 2017 seguiu em R$ 3,20. Há um mês, estava em R$ 3,25. O câmbio médio de 2017 permaneceu em R$ 3,18, ante R$ 3,19 de um mês antes.

No caso de 2018, a projeção do Focus para o câmbio no fim do ano seguiu em R$ 3,35. Quatro semanas antes, estava em R$ 3,40. Já a projeção dos economistas do mercado financeiro para o câmbio médio no próximo ano permaneceu em R$ 3,30, ante os R$ 3,34 previstos há quatro semanas.

Balança comercial

O relatório desta segunda-feira elevou suas projeções para a balança comercial em 2017 e 2018. A estimativa de superávit comercial este ano foi de US$ 61,35 bilhões para US$ 61,51 bilhões, ante US$ 61,00 bilhões de um mês antes. Na estimativa mais recente do BC, atualizada no último Relatório Trimestral de Inflação (RTI), o saldo positivo de 2017 ficará em US$ 54,00 bilhões.

Para o próximo ano, os economistas do mercado elevaram a projeção de superávit comercial de US$ 48,00 bilhões para US$ 49,00 bilhões. Há um mês, a expectativa era de US$ 48,50 bilhões.

No caso da conta corrente, as previsões contidas no Focus para 2017 indicaram déficit de US$ 15,00 bilhões, ante US$ 16,70 bilhões de déficit projetado uma semana antes. Há um mês, a projeção estava em US$ 19,90 bilhões. Já a estimativa do BC para o déficit em conta em 2017 é de US$ 24,0 bilhões.

O mercado manteve a projeção de rombo nas contas externas em 2018, de US$ 32,00 bilhões. Um mês atrás, o rombo projetado era de US$ 33,18 bilhões. Para os analistas consultados semanalmente pelo BC, o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) será mais do que suficiente para cobrir o resultado deficitário, tanto em 2017 quanto em

2018. A mediana das previsões para o IDP em 2017 manteve-se em US$ 75,00 bilhões. Há um mês, estava no mesmo patamar. A projeção atual do BC para este ano também é de IDP de US$ 75,00 bilhões.

Para 2018, a perspectiva de volume de entradas de investimento direto, de acordo com o Focus, seguiu em US$ 75,00 bilhões ante US$ 76,75 bilhões projetados quatro semanas antes.

Juros

Já após a decisão do Copom do Banco Central, os economistas do mercado financeiro reduziram suas projeções para a Selic (a taxa básica de juros) para o fim de 2017 e de 2018. O Relatório de Mercado Focus trouxe que a mediana das previsões para a Selic este ano foi de 7,25% para 7,00% ao ano. Há um mês, estava em 7,50%. O levantamento indicou ainda que a mediana das projeções dos economistas para a Selic no fim de 2018 passou de 7,50% para 7,25% ao ano, ante 7,50% de um mês atrás.

No Focus agora divulgado, a Selic média de 2017 seguiu em 9,84% ao ano. Há um mês, a mediana da taxa média projetada era de 9,91%. No caso de 2018, a Selic média foi de 7,13% para 7,03%, ante 7,41% de quatro semanas atrás.

Para o grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a taxa básica terminará 2017 em 7,00% ao ano, mesmo patamar projetado há uma semana. Há um mês, a mediana estava em 7,25%. Para 2018, a expectativa permaneceu em 7,00%, ante 7,25% de um mês antes.