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Porto Alegre, segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

  • 14/11/2017
  • 20:59
  • Atualização: 22:06

Governo suspende negociações com Cpers enquanto durar a greve

Mais cedo, protesto do sindicato tentou audiência com a Casa Civil

Piratini suspendeu negociações com Cpers nesta terça-feira | Foto: Alina Souza

Piratini suspendeu negociações com Cpers nesta terça-feira | Foto: Alina Souza

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  • Correio do Povo e Rádio Guaíba

O governo estadual anunciou nesta terça-feira que suspendeu as negociações com o comando de greve do Cpers Sindicato enquanto perdurar a paralisação. De acordo com um documento encaminhado à tarde para a entidade, o diálogo com os professores vai ser mantido por meio das Coordenadorias Regionais de Educação (CREs), como já vem ocorrendo. O movimento completou 71 dias hoje.

“O compromisso de preservar o diálogo sobre a qualidade da educação está mantido, mas neste momento temos de retomar a normalidade das aulas”, afirmou o secretário da Educação, Ronald Krummenauer, conforme o Piratini. Ainda de acordo com o documento, a mesa de negociação com o Cpers para abordar “os desafios da qualidade do ensino e valorização do magistério” só vai ser reaberta quando as aulas forem restabelecidas em 100% da rede estadual.

“Recebemos inúmeras vezes o comando de greve, tanto na Secretaria da Educação, quanto no Palácio Piratini”, cita um trecho do ofício assinado pelo secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Branco. O documento também elenca oito pontos em que o governo avançou nas reivindicações da categoria.

Protesto buscou audiência sem sucesso, mais cedo

Mais cedo, o Cpers encerrou, no início da tarde, em frente ao Palácio Piratini, um ato que buscou reabrir, sem sucesso, as negociações com o governo. Pela manhã, os professores e funcionários de escolas vinculados ao sindicato bloquearam todas as entradas do prédio da Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul), também na região central. Depois, partiram em caminhada rumo à Praça da Matriz.

Os professores exigem o fim do parcelamento de salários para encerrar a greve. Já o Piratini acenou com a possibilidade de solucionar o impasse em dezembro. Contrariando a orientação do Cpers, a maioria dos educadores presentes na última assembleia decidiu manter a paralisação.

Nessa segunda-feira, a Secretaria de Educação (Seduc) informou que apenas 2% das escolas da rede pública estadual seguem sem aulas em função da greve. O Cpers disse que vai percorrer todas as 2,5 mil unidades para realizar um balanço in loco sobre a paralisação dos professores. A expectativa é concluir esse balanço junto aos núcleos até o fim da semana.