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Porto Alegre, domingo, 17 de Dezembro de 2017

  • 06/03/2017
  • 07:48
  • Atualização: 08:20

Começam as aulas nas escolas públicas do Rio Grande do Sul

Ano letivo tem início para quase 900 mil alunos em 2,5 mil escolas

Ano letivo tem início para quase 900 mil alunos em 2,5 mil escolas | Foto: Guilherme Testa

Ano letivo tem início para quase 900 mil alunos em 2,5 mil escolas | Foto: Guilherme Testa

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  • Correio do Povo

A abertura oficial do ano letivo 2017 na rede pública estadual — que totaliza cerca de 900 mil alunos, 70 mil professores e 7 mil servidores, em 2,5 mil escolas no Rio Grande do Sul — será realizada no Interior, no Instituto Estadual de Educação São Francisco Solano, em Não-Me-Toque. O tradicional ato de começo das aulas está previsto para as 7h30min desta segunda-feira.

Os cerca de 600 alunos de Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Instituto contarão, a partir deste ano, com nova estrutura física. O prédio, com construção iniciada em 2014 e concluída no final de 2016, tem três pavimentos, em área de 1.296,46 m², com um investimento de R$ 2,6 milhões.

“Além do Ensino Médio, temos cerca de 90 alunos do curso Técnico em Mecânica, no turno da noite, com aulas em prédio anexo (também reformado). Com isso, não atendemos apenas estudantes de Não-Me-Toque, mas também de municípios do entorno, como Marau, Sarandi, Carazinho e Selbach”, explica Flávia Missio de Souza, diretora e professora da escola há 18 anos. Antes da conclusão do novo prédio, os alunos de Ensino Médio e EJA do Instituto Estadual São Francisco Solano estudavam em prédio da prefeitura.

Na rede pública municipal de Porto Alegre (Smed), não foi programada uma solenidade oficial para abrir este ano escolar. As aulas recomeçam nesta segunda-feira e o calendário letivo 2017 indica a previsão de término no dia 29/12. Com as novas medidas escolares, a Smed revela que as aulas serão de 8h às 12h; e 13h30min às 17h30min. E a escola ficará aberta antes das 8h e após as 12h para a alimentação dos alunos.

Com a intenção de apoiar a Rede Municipal de Ensino, que abre com embates, parlamentares vão à Escola Municipal Afonso Guerreiro Lima, na Lomba do Pinheiro, na Capital. A vereadora Sofia Cavedon, o deputado Jeferson Fernandes e as deputadas Stela Farias e Maria do Rosário estarão às 7h15min na escola. 

Sofia, da Comissão de Educação da Câmara, explica que “diante da falta de diálogo e imposição de rotina que desorganiza a Escola Municipal e seu currículo, reunimos parlamentares de vários partidos e das três esferas para hoje visitar escolas e apoiá-las no pedido de diálogo e respeito à gestão democrática”.

Professores do ensino privado definem reivindicações

Um documento único, reunindo as reivindicações dos professores da rede privada gaúcha, será elaborado nesta segunda-feira, pelo sindicato da categoria (Sinpro/RS). As informações resultam das 48 assembleias realizadas em 26 municípios. A última foi sábado, na sede do Sindicato, em Porto Alegre, com docentes da Educação Básica. Copilado, o material servirá de base para a reunião na terça-feira, com a direção do sindicato patronal (Sinepe/RS). No Estado, atuam cerca de 35 mil professores na rede privada de Ensino.

Cecília Farias, da direção do Sinpro, revela algumas questões unânimes nas reivindicações, como o reajuste salarial de 7% e 9%, para os pisos da categoria; aproximação de 20% nos valores da hora/aula da Educação Infantil e anos iniciais com os finais do Ensino Fundamental; definição de calendário escolar, com previsão de duas semanas de indisponibilidade, no recesso de julho, e três feriados/ponte. E foi incluída na pauta a proibição de terceirização da atividade docente pelas instituições. O atendimento a alunos com deficiência física também preocupa, pois nem sempre há estrutura e amparo, sendo responsabilidade apenas do docente.

A mobilização da categoria ainda é contrária à reforma prevista pelo governo federal para a previdência, que afeta diretamente os professores.



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