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  • 07/03/2017
  • 17:45

Polêmica sobre nome de escola causa transferência de professor

Alunos alegam perseguição política, mas Coordenadoria da Educação rebate argumento do grupo

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  • Samantha Klein / Rádio Guaíba

Um colégio estadual de Porto Alegre está vivendo uma polêmica relacionada ao nome da instituição e o afastamento de um professor. A Escola Estadual Costa e Silva, cujo nome faz homenagem ao segundo presidente da ditadura militar, é alvo de contestação de estudantes e professores. Assim, o grupo rebatizou informalmente a instituição de Edson Luís, em alusão ao estudante morto pela ditadura em 1968.

O professor de História e Filosofia, José Luís Morais, faz parte do grupo e utilizava o nome não oficial nas atividades. Poucos dias antes do início do ano letivo ele foi transferido para outra escola, o que vem sendo alvo de protesto de parte dos estudantes secundaristas. Eles alegam perseguição política.

A decisão foi da direção do colégio e da 1ª Coordenadoria Regional de Educação. A CRE contesta a justificativa dos alunos. Conforme a coordenadora Maria Luíza Moraes, alguns professores não estão aderindo às decisões da direção e estão defendendo a transferência de uma docente que não aderiu à última greve da categoria.

“Ele (o professor) tem uma convocação para ser transferido para outra escola porque outra instituição necessita dele. Porém, o docente não quer cumprir a convocação. A direção da escola liberou ele por conta de uma série de problemas, que precisam ser minimizados para que o colégio tenha harmonia para iniciar as aulas”, sustenta.

A Secretaria Estadual da Educação não se manifestou, mas informou que a direção e as Coordenadorias de Educação têm autonomia para realizar transferências de professores.

Em sua página do Facebook, a ex-presidente do Cpers Sindicato Rejane Oliveira repudiou o afastamento. “A perseguição a professores que lutam pela qualidade na educação vem tornando-se rotina, principalmente nesse contexto de avanço de setores conservadores na sociedade brasileira e, também, gaúcha.A educação, a liberdade de ensinar e o direito constitucional à greve devem ser defendidos por todos envolvidos com o processo de ensino-aprendizagem”, diz trecho da nota.


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