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Porto Alegre, quinta-feira, 27 de Abril de 2017

  • 07/03/2017
  • 20:19
  • Atualização: 22:36

Professores municipais afirmam que manterão rotina de 2016 em Porto Alegre

Associação relatou que governo foi irredutível em encontro sobre questão das quatro horas por turno

Associação relatou que governo foi irredutível em encontro sobre questão das quatro horas por turno | Foto: Atempa / Divulgação CP

Associação relatou que governo foi irredutível em encontro sobre questão das quatro horas por turno | Foto: Atempa / Divulgação CP

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  • Correio do Povo

Após reunião com o secretário de educação de Porto Alegre, Adriano Naves Brito, os professores municipais recusaram as mudanças propostas e garantiram manter a rotina escolar definida em 2016. A informação foi passada por nota oficial da Associação dos Trabalhadores em Educação de Porto Alegre (Atempa) com o apoio do Sindicato dos Municipários da Capital (Simpa). Os profissionais de educação farão nova assembleia na quinta-feira para debater a situação.

"Não houve avanços. O governo está irredutível com a questão das quatro horas por turno de trabalho", salientou a Atempa no comunicado. "Como o secretário não aceitou dialogar com as direções e representantes dos Conselhos Escolares, reafirmamos que aguardamos esse espaço", acrescentou o texto.

A associação também manterá um piquete em frente à Secretaria Municipal de Educação (Smed) para protestar contra as mudanças. A mudança de horário da prefeitura determina que as aulas sejam realizadas das 8h ao meio-dia para o turno da manhã e das 13h30min às 17h30min para o turno da tarde.

Desta forma, o tempo de aula ficaria em quatro horas diárias. O município entende que esta é a maneira de organizar o ano letivo em 200 dias, com carga horária de 800 horas, como prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). Mas a alteração também provoca outra alteração na rotina das escolas. Isso porque determina que elas fiquem abertas antes das 8h e depois do meio-dia para que os alunos possam se alimentar, mas não prevê que os professores os acompanhem. Determina que isto seja feito por adultos supervisores.