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Porto Alegre, domingo, 19 de Novembro de 2017

  • 08/03/2017
  • 15:23
  • Atualização: 17:10

Professores aprovam greve nas escolas estaduais a partir do dia 15

Paralisação é por tempo indeterminado

Professores aprovam greve nas escolas estaduais a partir do dia 15 | Foto: Mauro Schaefer

Professores aprovam greve nas escolas estaduais a partir do dia 15 | Foto: Mauro Schaefer

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  • Correio do Povo

Os professores aprovaram a realização de greve nas escolas estaduais do Rio Grande do Sul em assembleia realizada na tarde desta quarta-feira no Gigantinho, em Porto Alegre. A paralisação tem início a partir dia 15 de março por tempo indeterminado.

A assembleia organizada pelo Cpers/Sindicato faz parte de uma mobilização nacional dos professores, que, entre outras pautas, combate à proposta de alteração da previdência apresentada pelo governo federal.

Além da questão da previdência, o Cpers destaca que a mobilização no Rio Grande do Sul ocorrem também pelo temor de que haja falta de professores em áreas específicas da rede estadual. O sindicato ainda protesta por conta do parcelamento de salários adotados pelo governo do Estado desde o ano passado.

Após a aproveação da greve, os professores iniciaram caminhada até o Centro de Porto Alegre. Eles devem encerrar a caminhada com um ato em frente ao Palácio Piratini. 

Em nota, a Secretário Estadual de Educação afirmou que a grave é “inoportuna” por conta do início do ano letivo.

Confira a nova completa do governo do Estado

Sobre a informação divulgada pelo Cpers Sindicato, após ato de um grupo de sindicalistas que decidiu deflagrar greve a partir do dia 15 de março, a Secretaria da Educação torna público o seguinte posicionamento:

1 - A medida é inoportuna, visto que o ano letivo de 2017 se iniciou nesta segunda-feira (6) e a greve afetará diretamente a comunidade escolar, especialmente os mais de 900 mil estudantes.

2 - O país enfrenta uma recessão econômica sem precedentes, o que impacta diretamente o Rio Grande do Sul, que atravessa a maior crise econômica de sua história. No entanto, o Governo do Estado pagou o completivo do piso do magistério referente ao período de 2015 a 2017, impactando R$ 200 milhões/ano nos cofres públicos. Isso para que nenhum professor tivesse remuneração inferior ao piso nacional.

3 - Nos últimos meses de 2016, o Governo do Estado fez outro esforço para pagar a alteração de nível dos professores, resultando no aumento de R$ 25 milhões/ano na folha de pagamento do funcionalismo.

4 - A Secretaria da Educação confia que os nossos professores estaduais permanecerão em sala de aula, em respeito aos alunos e à comunidade escolar.