Porto Alegre

17ºC

Ver a previsão completa

Porto Alegre, quinta-feira, 17 de Agosto de 2017

  • 02/08/2017
  • 14:10
  • Atualização: 14:13

Greve dos professores altera rotina de escolas estaduais

Paralisação seguirá ao menos até a próxima sexta

Cartaz foi colocado pelos professores no Julinho  | Foto: Guilherme Testa

Cartaz foi colocado pelos professores no Julinho | Foto: Guilherme Testa

  • Comentários
  • Cláudio Isaías

A greve dos professores afetou a rotina de algumas escolas estaduais em Porto Alegre. Nos colégios Júlio de Castilhos, com cerca de dois mil alunos, e no Coronel Afonso Emílio Massot, de aproximadamente 900 alunos, no bairro Azenha, a paralisação foi total. Os portões ficaram fechados na manhã desta quarta. No Julinho, um cartaz foi colocado pelos professores com a mensagem: “Estamos em greve até sexta-feira”. No portão da escola Emílio Massot, os docentes colocaram o texto “Paralisação até sexta-feira, dia 4. Motivo: parcelamento de salário”.

Já nas escolas estaduais de Ensino Fundamental Ildefonso Gomes, no bairro Santana, e Protásio Alves, os períodos foram reduzidos (40 minutos) como forma de protesto pelo parcelamento do salário. As aulas terminaram às 10h, e os professores realizaram reuniões de avaliação do movimento. Na escola técnica Irmão Pedro, no bairro Floresta, os docentes decidiram não aderir a paralisação. No colégio Inácio Montanha, as aulas para os 1,5 mil alunos foram sem redução dos períodos, conforme a direção da escola.

Os professores da rede estadual de ensino definiram pela paralisação das atividades até sexta-feira, quando uma assembleia geral será realizada para a avaliação da greve e definição pela continuidade ou não da mobilização. A decisão do magistério gaúcho aconteceu após os servidores públicos receberem a parcela de R$ 650 na segunda-feira. Esse foi o vigésimo parcelamento da folha no Rio Grande do Sul, desde o início do governo de José Ivo Sartori. Na terça-feira, foram pagos mais R$ 450,00.

A presidente do Cpers/Sindicato, Helenir Aguiar Schürer, afirmou que os trabalhadores da educação querem os seus salários pagos em dia e na sua integralidade. “Trabalhamos, estudamos e buscamos nos aperfeiçoar sempre para dar o melhor aos alunos. Por outro lado, governo estadual sequer cumpre com a sua obrigação como gestor que é garantir o pagamento dos nossos salários em dia”, ressaltou.

Em nota, o governo do Estado afirmou que ao mesmo tempo em que o Executivo demonstra todos os esforços possíveis para garantir o pagamento dos servidores e concluir o processo do Regime de Recuperação Fiscal do Estado junto à União, o Cpers/Sindicato justifica o atraso nos salários como razão para anunciar uma greve que em nada contribui para solucionar os problemas do Rio Grande do Sul.