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Porto Alegre, quinta-feira, 24 de Agosto de 2017

  • 10/08/2017
  • 15:21
  • Atualização: 15:25

Professores de Gravataí decidem entrar em greve por tempo indeterminado

Estimativa é que 76 escolas da rede municipal sejam afetadas

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  • Samantha Klien / Rádio Guaíba

Em assembleia geral nesta quinta-feira, os trabalhadores em educação de Gravataí decidiram iniciar greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira. A categoria sustenta que a decisão é uma resposta ao governo municipal, que ainda não cumpriu com a data-base dos trabalhadores, mantendo a folha congelada. A estimativa é que as atividades sejam afetadas em 76 escolas da rede municipal.

A representante do Sindicato dos Professores de Gravataí, Vitalina Gonçalves, explica que duas reuniões foram realizadas ainda em junho. Depois disso, conforme ela, as negociações foram encerradas pelo Executivo. “Tivemos duas reuniões e desde o início de junho não houve mais nenhuma negociação. Tivemos reuniões protocolares e desde então fomos esquecidos. O governo não pode fazer isso com a categoria que representa 60% dos funcionários do município. Queremos a retomada das discussões”, ressalta.

Os trabalhadores dizem estar com salários congelados há dois anos e pedem reposição de 14,21% da inflação. Além disso, a categoria fala em “confisco” de 3% dos vencimentos depois que a Câmara aprovou o aumento do desconto do plano previdenciário, de 11% para 14%.

Para o secretário de comunicação e governança, Claiton Manfro, a proposta de reajuste salarial está fora da realidade. Ele admite que nenhuma proposição de aumento dos vencimentos foi apresentada. Manfro salienta que uma discussão global sobre a situação econômica do município precisa ser realizada.

“Desafio que nos apresentem alguma prefeitura que tenha concedido aumento salarial no Estado ou no país aos moldes do que estão pedindo. Temos que ter cautela e responsabilidade. Não é porque conseguimos pagar algumas dívidas deixadas por gestões anteriores e atraímos investimento para a GM que seja possível pagar tal elevação de salários”, disse o gestor.

Sobre o aumento da colaboração ao regime de Previdência próprio, ele lembra que o rombo chega a R$ 800 milhões e precisa ser recuperado para que a situação não fique inviável. Além disso, Manfro disse que a decisão da assembleia não respeita o desejo da maioria.


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