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Porto Alegre, quarta-feira, 18 de Outubro de 2017

  • 19/09/2017
  • 11:13
  • Atualização: 11:21

Cpers protesta contra parcelamento dos salários

Professores contaram com apoio de carro de som e foram acompanhados por agentes da EPTC

Primeira parada foi na frente da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), na avenida Mauá | Foto: Guilherme Kepler / Rádio Guaíba / Especial / CP

Primeira parada foi na frente da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), na avenida Mauá | Foto: Guilherme Kepler / Rádio Guaíba / Especial / CP

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  • Mauren Xavier

Cerca de 1,5 mil professores estaduais ligados ao Cpers Sindicato, de acordo com a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), realizaram uma caminhada pelas ruas do centro de Porto Alegre e uma mobilização em frente ao Palácio Piratini, na Praça da Matriz. Os atos integram a agenda de protestos contra o 21º parcelamento dos salários por parte do governo do Estado.

Ao longo do percurso, que começou na sede do Cpers, na avenida Alberto Bins, os professores contaram com apoio de carro de som, e foram acompanhados por agentes da EPTC. A primeira parada foi na frente da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), na avenida Mauá. No local, ficaram parados 21 minutos, em referência aos 21 parcelamentos de salários.

A presidente do Cpers, Helenir Aguiar Schürer, apontou que uma das obrigações do governo é o pagamento em dia dos salários, porém, que a atual administração não está respeitando a constituição. Na Sefaz, eles fizeram ainda críticas ao projeto de renegociação da dívida com a União. “Quem deve ao Estado é o governo federal. Enquanto isso, o governador quer prolongar a nossa dívida ao invés de cobrar o que nos devem”, disse ela.

Críticas também foram feitas aos benefícios fiscais concedidos a empresas e o pouco combate à sonegação por parte do Executivo. Os professores estão há duas semanas em greve em função dos parcelamentos de salários. Depois da mobilização, os professores seguiram em caminhada até o Palácio Piratini, onde ficaram concentrados.

O ato teve como alvo ainda o projeto de lei do Executivo que prevê o fim da cedência de servidores para sindicatos e as PECs que atacam os direitos dos servidores públicos. “Não vamos aceitar sermos usados como desculpa para o governo pressionar os deputados para aprovarem o acordo com a União”, enfatizou Helenir. Ela acredita que a adesão ao movimento de greve será intensificada nos próximos dias, em função de novas assembleias e reuniões nas escolas. “Vamos mostrar a força dos servidores”, ressaltou.

Tanto na Sefaz como no Piratini, equipes do Batalhão de Operações Especiais (BOE) estiveram presentes. Em função do protesto, o trânsito ficou complicado na região central, refletindo inclusive no acesso à cidade. Os problemas foram sentidos ainda nas regiões próximas ao centro.