Correio do Povo | Notícias | Após agressão de professora, escola da Lomba do Pinheiro não tem previsão para retorno das aulas

Porto Alegre, sábado, 17 de Agosto de 2019

  • 25/10/2018
  • 14:01
  • Atualização: 15:30

Após agressão de professora, escola da Lomba do Pinheiro não tem previsão para retorno das aulas

Professores, estudantes e pais se reuniram com a Smed para discutir a segurança no local

Com cartazes, alunos demonstraram apoio aos professores | Foto: Alina Souza

Com cartazes, alunos demonstraram apoio aos professores | Foto: Alina Souza

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Após uma professora ser agredida, ainda não há previsão para retorno das aulas na Escola Municipal de Ensino Fundamental Afonso Guerreiro Lima, na rua Guaíba, no bairro Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre. As atividades foram suspensas na manhã dessa quarta, após a irmã de um estudante, de 14 anos, desferir socos e chutes contra a professora.

A agressora, de 23 anos, é ex-aluna da instituição e foi ao local após a escola solicitar a presença de um responsável pelo adolescente. Na terça-feira, a mãe do estudante já havia ameaçado a professora. A jovem fugiu após a agressão e ainda não foi encontrada. Já a professora foi encaminhada para atendimento no Hospital de Pronto Socorro.

Durante a manhã de hoje, uma reunião de emergência foi realizada entre professores, pais, alunos e representantes da Secretaria Municipal de Educação. Guarda Municipal e a Brigada Militar também estiveram presentes. No encontro, além da segurança da escola, a comunidade escolar também falou da falta de professores e de estrutura. O estabelecimento de ensino reúne cerca de 1,1 mil estudantes e dispõe de 70 professores e 15 funcionários nos três turnos.

O aluno foi suspenso após o caso. Mas, durante a reunião de emergência, o Conselho Escolar exigiu que o estudante não retorne mais ao estabelecimento de ensino. No entanto, a questão será tratada pela Secretaria Municipal de Educação, Conselho Tutelar e Ministério Público do Estado.

Foto: Alina Souza

Sobre a segurança no local, o diretor da escola Samuel Martins observou que os guardas municipais aparecem somente quando são chamados. “Tem toda uma rede de atendimento na área da assistência social e da saúde que também tem sido desmontada. Ela não tem mais o funcionamento que existia há alguns anos”, acrescentou, referindo-se à questão dos alunos problemáticos dentro de um contexto de violência.

“A nossa escola não é igual a qualquer outra. Ela tem suas vulnerabilidades e a segurança é uma delas. Esse tratamento com segurança também precisa ser diferenciado. Ela tem que ter uma atenção diferenciada”, avaliou. “A falta de professores também tem a haver com a segurança por que a equipe diretiva e de suporte da escola acaba indo para a sala de aula para suprimir uma falta crônica” afirmou Samuel Martins, calculando a necessidade de mais nove docentes para atender a demanda.

Em nota oficial divulgada ainda na quarta-feira, a Secretaria Municipal de Educação considerou inaceitável o episódio de violência contra a professora. “Em apoio à comunidade escolar e em defesa da integridade física dos professores, a Smed acionou os órgãos de segurança, que prestaram atendimento e reforçaram a presença na escola. A fim de restituir a tranquilidade escolar, o aluno foi suspenso e os professores foram recebidos no RH da Smed. A prefeitura, a direção e os professores investem todos os esforços para que os demais alunos possam seguir frequentando suas aulas. A escola tem de ser um lugar de respeito, ou não pode educar”, diz o documento.