Correio do Povo | Notícias | Cpers propõe calendário com recuperação de aulas em dois períodos e férias de 45 dias

Porto Alegre, segunda-feira, 19 de Agosto de 2019

  • 07/11/2017
  • 11:07
  • Atualização: 14:40

Cpers propõe calendário com recuperação de aulas em dois períodos e férias de 45 dias

Com a proposta, ano letivo de 2018 começaria atrasado

Encontro entre professores e governo discute recuperção de aulas em escolas estaduais | Foto: Guilherme Testa

Encontro entre professores e governo discute recuperção de aulas em escolas estaduais | Foto: Guilherme Testa

  • Comentários
  • Correio do Povo

*Com informações da repórter Mauren Xavier

Com as atividades em escolas estaduais paralisadas há 64 dias, o Cpers Sindicato propôs um calendário de recuperação de aulas ao governo. Em reunião na manhã desta segunda-feira com a Secretaria Estadual da Educação (Seduc), os professores sugeriram cronograma em que seja mantido os 45 dias de férias durante o verão. Assim, o ano letivo de 2017 se estenderia até janeiro, sendo interrompido ainda no primeiro mês de 2018, e retomado apenas em março. Com a proposta, haveria atraso no calendário no ano letivo de 2018.

A presidente do Cpers, Helenir Aguiar, alega que manter as aulas durante todo o verão seria prejudicial aos alunos e que a proposta veio de conversas com pais e responsáveis. Além disso, destaca que as escolas não têm condições de manter os alunos nas salas durante o verão pela falta de estrutura, o que resultaria em prejuízos pedagógicos.

A secretária adjunta Iara Wortmann, que recebeu a comissão, afirma que a mudança do calendário “não é uma questão fácil, especialmente pelo impacto ao aluno, como aqueles que estão no final do ensino fundamental e médio”. Ela ressalta que nunca houve a apresentação de uma proposta deste tipo em negociações para o final de uma greve. O governo vai analisar pontos para voltar a discutir com categoria.

Segundo a legislação, o ano letivo é formado por 200 dias. Por enquanto, alunos precisam recuperar 64 dias. Contudo, o número deve aumentar, já que a categoria segue paralisada. 

Após o encontro na secretaria, os professores seguem para a Praça da Matriz, onde farão uma vigília.