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  • 14/11/2017
  • 11:06
  • Atualização: 11:38

IBGE registra queda de 5,1% no número de nascimentos em 2016

Região Sul apontou menor redução, com -3,8% na baixa

IBGE registra queda de 5,1% no número de nascimentos em 2016 | Foto: USP Imagens / Divulgação / CP

IBGE registra queda de 5,1% no número de nascimentos em 2016 | Foto: USP Imagens / Divulgação / CP

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  • Agência Brasil, Estadão

No ano passado, 2.793.935 nascimentos foram registrados no Brasil, uma redução de 5,1% na comparação com 2015, quando foram contabilizados 2.945.344. Foi a primeira queda desse número desde 2010. A região com menor queda foi a Sul (-3,8%) e com a maior redução foi a Centro-Oeste (-5,6%). Entre as unidades da Federação, apenas Roraima apresentou aumento de nascimentos (3,9%). Já Pernambuco teve a maior queda nos números (-10%).

Segundo o IBGE, os nascimentos no Norte do país têm maior concentração no grupo de idade das mães de 20 a 24 anos (29,6% dos nascimentos), resultado de uma população relativamente mais jovem nessa região em comparação com as demais. A curto prazo, a queda pode ser atribuída à epidemia de zika e à crise econômica que se abateram sobre o País no ano passado e que podem ter levado muitas mulheres a adiar os planos de maternidade.

Um dos locais que apresentaram maior redução foi Pernambuco, com menos 10%. O Estado foi um dos principais focos da epidemia de zika. A longo prazo, o número aponta para uma tendência de envelhecimento progressivo da população brasileira. De acordo com previsões do próprio IBGE, o número de pessoas acima dos 64 anos no Brasil deve passar de 16 milhões em 2015 para 48 milhões em 2050.

A pesquisa mostrou também que o número de casamentos civis registrou um decréscimo de 3,7% em geral. As exceções foram no Sudeste e no Centro-Oeste, onde houve aumento no número das uniões homossexuais. Os divórcios subiram 4,7% em 2016.

As Estatísticas do Registro Civil confirmam ainda uma tendência já apontada em outros estudos do IBGE. No grupo etário masculino dos 15 aos 24 anos as mortes violentas foram reduzidas significativamente em Estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Pernambuco, entre 2006 e 2016. Essa contagem, porém, cresceu 171% na Bahia e em outros Estados do Nordeste e do Norte, onde os homicídios explodiram.

Por outro lado, nas regiões Sul e Sudeste, o maior percentual de natalidade ocorre entre as mulheres de 25 a 29 anos (Sul, 24,7% e Sudeste, 24,3%), 20 a 24 anos (23,5%) e 30 a 34 anos (22,1%).


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