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Porto Alegre, segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

  • 07/12/2017
  • 13:34
  • Atualização: 13:38

Muro de quadra de esportes desaba durante a chuva em Porto Alegre

Postos de saúde tiveram que suspender temporariamente o atendimento

Da estrutura, duas paredes praticamente desabaram inteiras, mas a parte interna não chegou a ser prejudicada | Foto: Guilherme Testa

Da estrutura, duas paredes praticamente desabaram inteiras, mas a parte interna não chegou a ser prejudicada | Foto: Guilherme Testa

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  • Mauren Xavier

A intensa chuva que atingiu Porto Alegre desde a madrugada desta quinta gerou transtornos em vários pontos da cidade ao longo do dia. Ruas ficaram completamente intransitáveis em várias regiões, bloqueando o trânsito e gerando enormes congestionamentos, especialmente na zona Norte. O muro de uma quadra de esportes, próximo à avenida Manoel Elias, caiu nesta quinta em função das fortes chuvas que antingiram Porto Alegre. Da estrutura, duas paredes praticamente desabaram inteiras, mas a parte interna não chegou a ser prejudicada. Apesar do desmoronamento, ninguém ficou ferido. A Prefeitura identificou ainda quedas de árvores, como na rua Giordano Bruno perto da avenida Protásio Alves.

Alguns postos de saúde tiveram que suspender temporariamente o atendimento, em função de transtornos provocados pela intensa chuva. Na Farmácia Distrital do Murialdo, no bairro Partenon ficou fechada por conta de um alagamento. No local, estava ocorrendo reparos no telhado.

A chuva forte começou durante a madrugada e seguiu com pancadas ao longo da manhã. Segundo o Centro de Comando de Porto Alegre, apenas no período da manhã os volumes acumulavam resultados significativos, atingindo praticamente a média do mês inteiro de dezembro. A maior concentração foi registrada na estação do bairro Tristeza, com mais de 90 milímetros (mm); seguido pela Lomba do Pinheiro, com 82mm; Centro, com 70mm, e Sarandi, com 52,8mm. O nível do Guaíba atingiu em 82 centímetros, mas ainda longe da cota para o alerta de cheia, que é de 2,10 metros no Cais Mauá. Segundo o CEIC, essa variabilidade de volumes registrados é típica do verão.

O volume de chuva intenso chamou quem passou pela avenida Ipiranga. Isso porque o nível do Arroio Dilúvio chegou a atingir o limite para o transbordo. Na avenida, o ponto mais crítico foi no cruzamento com a avenida Joaquim Porto Vila Nova, pela água que descia em direção a avenida, trazendo ainda paralelepípedo e pedras, bloqueando o trânsito em alguns momentos. A equipe do DMLU teve que fazer a limpeza, em função da quantidade. No início da manhã outro ponto crítico foi na avenida Bento Gonçalves nas proximidades da divisa com Viamão, em função do transbordamento de um riacho, o que bloqueou o trânsito. Mais de 25 pontos tiveram acúmulo de água e alguns ficaram intransitáveis, como nas avenidas Sertório e Assis Brasil, em que alguns pontos só carros de grande porte conseguiam passar, além disso. Na Voluntários da Pátria, já na região do centro, muitos carros passavam com a água na porta. No final da manhã a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) registrava no mínimo três pontos com bloqueios total. Além disso, com a lentidão no trânsito, houve impacto ainda na circulação de ônibus, que acabaram tendo as viagens prejudicadas e ter que fazer desvios.

A população teve transtornos ainda com dificuldade de sair de casa, como ocorreu com os moradores da região do Humaitá. Na rua Dona Teodora, a água represou na rua e a cada passagem de carro, ela avançava para dentro de algumas casas. Segundo o morador Antônio Renato de Souza, de 53 anos, o sistema de escoamento da água não funcionou. Ele comentou que teve que usar um caiaque improvisado para atravessar a água e levar as crianças para a aula.