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Porto Alegre, quarta-feira, 26 de Abril de 2017

  • 20/03/2017
  • 19:47
  • Atualização: 20:05

Assembleia dos rodoviários define se greve continua em Caxias do Sul

Categoria busca reajuste salarial e aguarda por uma proposta da companhia

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  • Celso Antonio Sgorla

A segunda-feira foi complicada para os caxienses que dependiam do transporte coletivo. Motoristas e operadores da Viação Santa Tereza (Visate) responsável pelo transporte coletivo de Caxias do Sul, paralisaram as atividades. Desde às 5h, os trabalhadores já se aglomeravam em uma quadra de esportes quase em frente a garagem da empresa para deliberar sobre a realização, ou não, da paralisação. A maioria votou pela manutenção da greve durante todo o dia. A categoria busca reajuste salarial e aguarda por uma proposta da companhia e a concordância da prefeitura.

A greve dos rodoviários complicou a vida de quem dependia do transporte para ir ao trabalho, para as escolas ou mesmo para compromissos particulares. Centenas de estudantes não comparecem as salas de aula na segunda-feira. Como a greve havia sido anunciada ainda na semana passada, muitos trabalhadores se organizaram de outra forma para se deslocar ao trabalho.

Por solicitação da prefeitura de Caxias do Sul, a Justiça do Trabalho concedeu uma liminar estipulando que 70% da frota circulasse em horários de pico e 40% em horários intermediários. Em caso de descumprimento da liminar o sindicato seria multado em R$ 5 mil por dia de greve. A direção da entidade representativa dos trabalhadores tentOU mudar a decisão, mas nesta segunda os ônibus não circularam pela cidade.

Na tarde de hoje a reunião no Tribunal Regional do Trabalho em Porto Alegre entre a empresa Viação Santa Tereza (Visate), Sindicato dos Rodoviários de Caxias do Sul e a Prefeitura de Caxias do Sul não chegou a um acordo. Diante disse o sindicato vai realizar na manhã desta terça-feira nova assembléia para decidir se a greve continua ou não.

O imbróglio surgiu após o prefeito Daniel Guerra (PRB) anunciar o congelamento da tarifa no valor de R$3,40, no momento que a Visate apontou que a passagem deveria custar R$4,25. Com isso, a empresa afirma que não pode dar o reajuste salarial aos funcionários.