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Porto Alegre, quarta-feira, 18 de Setembro de 2019

  • 31/08/2017
  • 13:52
  • Atualização: 15:29

Taxa da população gaúcha sofre decréscimo, aponta FEE

Número de nascimentos passou de 176 mil em 2000 para 141 mil em 2016

Número de nascimentos passou de 176 mil em 2000 para 141 mil em 2016 | Foto: Mauro Schaefer / CP Memória

Número de nascimentos passou de 176 mil em 2000 para 141 mil em 2016 | Foto: Mauro Schaefer / CP Memória

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  • Henrique Massaro

Com o passar dos anos, de 2001 a 2016, a taxa de crescimento da população do Rio Grande do Sul vem sofrendo um decréscimo devido à queda do número de nascimentos e, principalmente, em virtude da migração para outros estados. As informações foram divulgadas pela Fundação de Economia e Estatística (FEE), através do Núcleo de Demografia e Previdência (NDP).

No estudo conduzido pelo estatísticos da FEE, Pedro Zuanazzi e Mariana Bartels, foi verificado que, no início dos anos 2000, o Estado registrava 176 mil nascimentos, número que continuou caindo até 2007. Houve, então, um aumento dos nascimentos, situação que mudou novamente a partir de 2010. Em 2016, foram estimados 141 mil nascimentos no RS. Os motivos são difíceis de precisar, mas é possível especular que a crise econômica possa ser um influenciador.

O número de óbitos, por sua vez, aumenta continuamente. Ao analisar a proporção de óbitos pela população, percebeu-se uma taxa de mortalidade de 0,77% em 2016. Já o crescimento vegetativo, que são os nascimentos menos os óbitos é possível aferir o quanto o Estado estaria crescendo em termos de população. Este dado seria de 0,48% de crescimento da população.

No entanto, há um fator a ser considerado, que é a migração, algo que já vem sendo verificado nos últimos Sensos. Com isso, a taxa de crescimento cai para 0,34%. De acordo com Zuanazzi, o principal estado a receber imigrantes é Santa Catarina, seguido por Paraná.

O estudo também mostrou que a população gaúcha está envelhecendo mais e que número de mulheres em relação aos homens cresce. Mesmo que nasçam mais meninos do que meninas — para cada 100 mulheres, são cerca de 105 bebês do sexo masculino —, já é atestado que eles vivem menos. As mortes começam a aumentar a partir dos 20 anos devido a causas não naturais, como agressões e acidentes de trânsito.

A partir dos 25 anos, passa-se a ter mais mulheres do que homens no RS. Aos 20 anos, a proporção é de 102 homens para cada 100 mulheres. Já aos 40, é de 95 para 100 e, aos 60, cai de 86 para 100. Mas o que realmente chama atenção é na população acima dos 80 anos. Nessa faixa etária, são 50,7 homens para cada 100 mulheres.

Em uma análise municipal, o estudo da FEE mostrou que a a população se concentra majoritariamente no entorno de Porto Alegre e Caxias do Sul. Entre os 20 maiores municípios gaúchos, Bento Gonçalves mostra a maior taxa de crescimento de 2010 para 2016: 7%. Já entre os cinco maiores municípios, Caxias é o que tem o maior crescimento desde 2010 - 5,96%, ou 26.777 pessoas, o maior crescimento absoluto do Estado.

Já Porto Alegre conta com o segundo maior crescimento absoluto. São 18.796 pessoas a mais, no entanto, o número pode enganar, pois, de acordo com o estatístico, representa muito pouco para a Capital. Ele aposta, inclusive, que possa começar um decréscimo populacional. O município de Uruguaiana, por sua vez, foi o único no Estado que mostra perda de população: - 2,84% desde 2010.


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