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  • 12/01/2018
  • 00:19
  • Atualização: 01:47

Governo do Estado garante novas medidas para salvar Hospital Beneficência Portuguesa

Anúncio foi feito após encontro entre lideranças e autoridades na Casa Civil para salvar a instituição

 Proposta feita para o Estado foi de abrir 30 leitos na área psiquiátrica para evitar o fechamento do hospital | Foto: Fabiano do Amaral

Proposta feita para o Estado foi de abrir 30 leitos na área psiquiátrica para evitar o fechamento do hospital | Foto: Fabiano do Amaral

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  • Correio do Povo

Diante da crise financeira que ameaça a continuidade das operações do Hospital Beneficência Portuguesa, em Porto Alegre, o Governo do Estado anunciou nesta quinta-feira a contratação de serviços da instituição. Porém, a definição depende da posição positiva da Prefeitura de Porto Alegre.

O anúncio foi feito pelo secretário estadual de Saúde, João Gabbardo dos Reis, após reunião na Casa Civil, que contou com a presença de representantes do Simers e da Frente Parlamentar em Defesa do Hospital, que estão ajudando a buscar alternativas para manter as atividades do hospital. A proposta feita para o Estado foi de abrir 30 leitos na área psiquiátrica, evitando assim o fechamento da instituição. “Vamos fazer o que for possível para que o hospital fique aberto. Precisamos analisar junto com o município, que tem autonomia”, afirmou Gabbardo.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Erno Harzheim, a habilitação é dada pelo Ministério da Saúde e que não deve ser algo rápido. “Temos interesse em abrir mais leitos e eles podem ser na unidade, desde que com outro CNPJ.”

Atualmente, o hospital enfrenta dificuldades financeiras, que estão representadas no atraso no pagamento dos salários dos funcionários e a redução nos atendimentos. Diante dessa situação, a prefeitura rescindiu o contrato em que eram mantidos 116 leitos pelo SUS. Fato que resultou ainda na troca da gestão do hospital.

Além do rompimento do contrato, a Prefeitura quer que o hospital devolva valores que foram antecipados no contrato, mas que efetivamente não se tornaram em serviços. O valor está estimado em R$ 8 milhões. Além disso, diante do grave cenário, houve a manifestação de interesse de representantes da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre e da Cruz Vermelha em assumir a gestão do hospital.