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Porto Alegre, quarta-feira, 18 de Setembro de 2019

  • 17/12/2018
  • 14:32
  • Atualização: 14:56

Após dois anos, Porto Alegre voltará a ter festa de Reveillon

Evento será realizado na nova área da Orla do Guaíba

Trecho da nova orla foi entregue em junho | Foto: Alina Souza / CP Memória

Trecho da nova orla foi entregue em junho | Foto: Alina Souza / CP Memória

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  • Correio do Povo e Rádio Guaíba

Os porto-alegrenses e turistas que passarem a virada do ano na Capital poderão acompanhar a festa de Reveillon na nova área da Orla do Guaíba. Em entrevista ao programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba, nesta segunda-feira, o prefeito Nelson Marchezan Júnior confirmou o evento.

"A Prefeitura vai organizar. Em breve iremos divulgar mais detalhes, como atrações, mas quero adiantar que todos os recursos para a concretização são oriundos de empresas privadas, de patrocinadores, pois sabemos que a Prefeitura tem outras prioridades. Mas adianto que será um evento muito legal", destacou.

Marchezan contou que o secretário de Cultura, Luciano Alabarse, é quem está coordenando o projeto. A previsão é de que bandas de rock, samba e sertanejo se apresentem na nova Orla, que também terá a tradicional queima de fogos. Food-trucks estarão servindo lanches.

Há dois anos a cidade não possuía um evento de final de ano. A crise financeira afetou os cofres da Prefeitura e teria  impedido a organização.

Nova Orla

Inaugurado em 29 de junho, espaço virou atração em Porto Alegre. Aos finais de semana milhares de pessoas foram aproveitar as tardes às margens do Guaíba.

A prefeitura firmou parceira com a empresa Uber, que adotou o parque urbano da orla, desenvolvendo serviços de limpeza geral, corte de grama, zeladoria e limpeza dos sanitários e vestiários e também manutenção dos pisos e vigilância.

IPTU e despesas com pessoal

Nelson Marchezan Júnior foi categórico, de novo, ao afirmar que sem uma reforma na planta do IPTU e um ajuste importante na despesa com pessoal, a Prefeitura seguirá sem muitos recursos para investir na cidade.

" O que eu posso dizer é que sem duas pautas fundamentais - IPTU e pessoal - não se pode, infelizmente, falar num futuro muito melhor para os porto-alegrenses."

Marchezan voltou a defender o projeto do IPTU. Segundo ele trata-se apenas de uma atualização justa. "O contribuinte vai pagar pelo valor de mercado do seu imóvel atualizado. O que não pode mais acontecer é uma pessoa que tem um apartamento de R$ 100 mil pagar como se valesse R$ 300 mil ou quem tem um imóvel de R$ 1 milhão pagar R$ 300 mil".

Numa analogia com o IPVA, Marchezan sintetizou que o projeto da Prefeitura entende que quem

quem compra um Fusca paga imposto de Fusca e quem tem uma Ferrari, paga por um carro desse porte.

A respeito das despesas com pessoal, o chefe do Executivo municipal entende que o ideal é que se pudesse cortar pessoal, manter apenas os servidores comprometidos, os que se empenham. Ele defende uma revisão dos critérios sobre estabilidade do servidor público. "Acho que teria que se mexer na Constituição Federal, sim em relação a isso." Para o prefeito, a estrutura de carreira atual do Executivo é nociva ao serviço público.

Questionado sobre a resistência dos vereadores, alguns até do campo político próximo, Marchezan respondeu dizendo que como liberal, não entende tal posição, mas não iria pessoalizar opiniões deste ou daquele vereador.

Em seguida, num tom sereno, pediu aos vereadores que sejam sensíveis a estas matérias. "A crise gigantesca de Porto Alegre está aí e temos que saber se vamos ver ela piorar para vir à tona este debate ou se vamos discutir agora para, então, termos recursos sobrando para investir naquilo que a cidade precisa."