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Porto Alegre, terça-feira, 25 de Junho de 2019

  • 15/01/2019
  • 16:07
  • Atualização: 09:59

Prefeitura estima que pichações e depredações causem prejuízo de R$ 1 milhão por ano

Em 2018, ocorreram 34 flagras de depredação em prédios públicos e 38 detenções

Em 2018, ocorreram 34 flagras em prédios públicos e 38 detenções | Foto: Guilherme Testa

Em 2018, ocorreram 34 flagras em prédios públicos e 38 detenções | Foto: Guilherme Testa

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  • Cláudio Isaías

A pichação de prédios públicos, de monumentos, a depredação de sinaleiras, de paradas de ônibus, postes e luminárias resultam em um prejuízo anual estimado pela prefeitura de Porto Alegre de R$ 1 milhão. No caso das pichações, a Guarda Municipal de Porto Alegre, vinculada à Secretaria Municipal de Segurança, registrou 44 casos, dos quais 34 em prédios públicos e dez em imóveis particulares em 2018. Os agentes realizaram 38 detenções: 34 adultos e quatro menores.

Neste ano, o caso mais recente de vandalismo ocorreu na noite de sábado quando os guardas municipais flagraram um ato no Parque Moacyr Scliar, na Orla do Guaíba. Uma mulher de 19 anos realizou uma pichação perto da Usina do Gasômetro. A patrulha da Guarda Municipal registrou a ocorrência na 2° Delegacia de Pronto Antedimento. Ela não tinha passagens pela polícia e também vai responder por desacato.

Além da pichação, os operadores do videomonitoramento do Centro Integrado de Comando de Porto Alegre (Ceic) flagraram uma pessoa tentando arrancar o busto do monumento ao João Batista Mascarenhas de Morais, comandante da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na 2ª Guerra Mundial, no Parque da Redenção. Uma viatura da Guarda Municipal foi até o local e impediu a continuidade do dano à obra, que já havia recebido diversas pedradas. O homem de 34 anos foi abordado e conduzido até 10º Delegacia de Pronto Atendimento. Ele tinha diversas passagens na polícia por tráfico e posse de drogas.

O Disque-pichação, que funciona em Porto Alegre desde maio de 2006, permite à população denunciar atos de vandalismo contra prédios públicos e monumentos. Pelo telefone 153, as pessoas podem denunciar qualquer ato sem precisar se identificar. Os bairros mais atingidos por atos de pichação são Centro, Partenon, Petrópolis, Cidade Baixa, Azenha, Santana, Restinga e Lomba do Pinheiro.

Um dos locais que é alvo dos pichadores é o prédio da Faculdade de Medicina da Ufrgs, na rua Sarmento Leite no cruzamento com a rua Luiz Englert. O comandante da Guarda Municipal de Porto Alegre, Roben Martins, disse que a instituição está trabalhando com tecnologia, patrulhamento e planejando um aperfeiçoamento ainda mais eficaz do efetivo da corporação com a proposta de melhorar as ações de combate à pichação e depredação.

"A participação da população denunciando através do telefone 153 é de extrema importância para a nossa atuação", acrescentou.