Correio do Povo | Notícias | Saída de 21 médicos cubanos gera transtornos em Novo Hamburgo

Porto Alegre, terça-feira, 18 de Junho de 2019

  • 20/11/2018
  • 19:27
  • Atualização: 06:48

Saída de 21 médicos cubanos gera transtornos em Novo Hamburgo

Cidades do Vale do Sinos e Região Metropolitana projetam prejuízos para população e gestão pública

Cidades do Vale do Sinos e Região Metropolitana projetam prejuízos para população e gestão pública | Foto: Sandra Hess / PMI / Divulgação CP

Cidades do Vale do Sinos e Região Metropolitana projetam prejuízos para população e gestão pública | Foto: Sandra Hess / PMI / Divulgação CP

  • Comentários
  • Correio do Povo

*Com informações das repórteres Stephany Sander e Fernanda Bassôa

A terça-feira foi de transtornos na cidade de Novo Hamburgo por conta da falta de 21 médicos cubanos que atuavam através do programa Mais Médicos. Conforme a Secretaria de Saúde, eles não compareceram ao trabalho seguindo orientação do governo de Cuba. A situação afetou o atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) Kunz e na Unidade de Saúde da Família (USF) Redentora, que ficaram sem profissionais. Os problemas se repetiram em vários pontos do Estado, ao longo do dia.

Os pacientes dessas unidades eram orientados a procurar a UBS Canudos. Por meio de nota, a Secretaria de Saúde e a Fundação de Saúde Pública afirmaram que estão trabalhando para minimizar os impactos à população e aguardam um posicionamento do governo federal, tendo em vista a abertura de um edital ofertando vagas para o Mais Médicos lançado pelo Ministério da Saúde, com 22 oportunidades para Novo Hamburgo.

Também no Vale do Sinos, em Estância Velha, onde cinco médicos cubanos atuavam, a terça foi o último dia de trabalho dos profissionais. Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, os bairros afetados serão Campo Grande, Centro, Bela Vista, Rincão Gaúcho, Rincão II.

Já na cidade de Ivoti, das três profissionais do Mais Médicos, duas faltaram e uma deve seguir atendendo somente até o final de semana. A Secretaria de Saúde informa que está reorganizando as agendas médicas para que os pacientes possam continuar sendo recebidos nas UBS's Centro, Jacob Schneider e Bom Pastor, onde elas atuavam. Conforme o prefeito Martin Cesar Kalkmann, a saída das médicas cubanas representará uma redução de 800 atendimentos por mês. “Estamos organizando a equipe médica para que possa estar pelo menos uma vez na semana nos postos dos bairros Jardim Panorâmico e Concórdia”, explicou Martin. Em caso de urgências e emergências, o morador tem o Pronto Atendimento Mais Vida.

Região Metropolitana

Em Viamão, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, dos 12 médicos que participam do programa, cinco são casados e podem permanecer na cidade, mas ainda devem aguardar questões burocráticas. Até o momento, sete médicos deixarão o município. Os demais estão aguardando o edital para médicos cubanos que deve sair na próxima semana. A data da saída ainda não foi informada pela OPAS (Organização Panamericana de Saúde). A pasta avalia que Viamão não ficará desassistida, pois foi publicado edital com novo ciclo do PMM com abertura de 12 vagas para o município.

Dos 43 médicos de Gravataí, do Programa Mais Médicos, 17 são cubanos. Esses pararam suas atividades e estão dando baixa em suas documentações para voltarem ao país de origem. O secretário de Saúde de Gravataí, Jean Tormann, disse que é um prejuízo incalculável para a cidade que terá que arcar com esta situação bastante grave até o final do ano. "Concursados estão sendo chamados. Aqueles que derem o aceite, ainda precisam de 40 a 60 dias para serem nomeados e formalizarem documentação", apontou. Em Sapucaia, cinco médicos cubanos já pararam as atividades