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Porto Alegre, sexta-feira, 20 de Outubro de 2017

  • 20/03/2017
  • 07:46
  • Atualização: 08:51

Rodoviários de Caxias do Sul deflagram greve por tempo indeterminado

Categoria reivindica reajuste salarial e espera por proposta da empresa Visate

Categoria luta por reajuste salarial e espera por proposta da empresa Visate  | Foto: Prefeitura Municipal de Caxias do Sul / Divulgação / CP

Categoria luta por reajuste salarial e espera por proposta da empresa Visate | Foto: Prefeitura Municipal de Caxias do Sul / Divulgação / CP

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  • Luiz Felipe Mello

Os rodoviários de Caxias do Sul, na Serra, que trabalham na empresa de transporte público Visate, anunciaram no começo da manhã desta segunda-feira greve por tempo indeterminado. De acordo com informações do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários, a categoria luta por reajuste salarial e aguarda por uma proposta da companhia e a concordância da prefeitura. 

O diretor de patrimônio do sindicato, Valdomiro Francisco Lajes, destacou em entrevista ao Correio do Povo que até o momento os rodoviários não foram ouvidos por nenhuma autoridade. "Não se tem uma proposta nem pessoas para conversar conosco. Temos consciência da liminar da Justiça do Trabalho, que determina a saída de 70% dos ônibus nos horários de pico, mas isso está com o departamento jurídico", explicou.

Lajes reiterou que a greve irá se estender até a chegada de uma proposta para os rodoviários. Ele confirmou que nenhum ônibus da Visate deixou a garagem da empresa nesta manhã. O diretor disse, no entanto, que caso seja iniciada uma negociação, a organização do movimento está disposta a realizar uma nova assembleia para decidir o rumo da paralisação. Caxias do Sul discute a possibilidade de reajuste da tarifa de ônibus, que passaria dos atuais R$ 3,40 para R$ 4,25, segundo cálculo feito pela Visate. 

Consultada pela reportagem, o diretor de trânsito da Secretaria Municipal de Transportes e Mobilidade, Pedro Cogo, afirmou que uma reunião ainda na manhã de hoje deve definir qual será a atitude da prefeitura em relação à greve. Cogo declarou que um estudo foi feito pela gestão atual e os indicadores apontaram que não haveria viabilidade para reajuste salarial e para o aumento da tarifa.