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  • 19/12/2017
  • 09:17
  • Atualização: 11:53

Parlamento argentino aprova polêmica reforma da Previdência

Lei foi aprovada por 128 votos contra 116, e dois deputados optaram pela abstenção

Lei foi aprovada por 128 votos contra 116, e dois deputados optaram pela abstenção  | Foto: Eitan Abramovich / AFP / CP

Lei foi aprovada por 128 votos contra 116, e dois deputados optaram pela abstenção | Foto: Eitan Abramovich / AFP / CP

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  • AFP

O Parlamento argentino aprovou nesta terça-feira a reforma da Previdência apoiada pelo governo do presidente Mauricio Macri e que provocou violentos protestos, que deixaram dezenas de feridos e detidos, paralelamente aos debates legislativos que duraram mais de 17 horas. 

A reforma foi aprovada por 128 votos contra 116, enquanto dois deputados optaram pela abstenção. Milhares de pessoas protestaram nas ruas contra a lei que modifica o cálculo das pensões de 17 milhões de pessoas. A lei pretende modificar a fórmula de cálculo para as atualizações das pensões e elevar a idade de aposentadoria, de maneira opcional, de 65 para 70 anos para os homens e de 60 para 63 anos para as mulheres.

O governo estabeleceu um pacto fiscal com 23 das 24 províncias, em sua maioria governadas por opositores peronistas, em troca de uma promessa de dividir entre elas o dinheiro economizado pela reforma, calculado em 100 bilhões de pesos (5,5 bilhões de dólares). A reforma era crucial para o governo, que pretende reduzir o déficit fiscal calculado em 5% do Produto Interno Bruto (PIB).

Milhares de manifestantes protestaram na última segunda-feira nas ruas contra a reforma e protagonizaram violentos confrontos com a polícia, que deixaram dezenas de feridos e detidos. Durante a noite protestos foram registrados em vários bairros da capital federal e em diferentes pontos do pais. Famílias inteiras saíram às ruas e organizaram panelaços contra a reforma.

Confira o vídeo: