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  • 20/04/2017
  • 09:07
  • Atualização: 09:19

Naufrágio do "Costa Concordia" chega ao tribunal de cassação na Itália

Audiência definirá futuro do ex-comandante do navio, condenado em primeira instância em 2015

Costa Concordia partindo da Ilha de Giglio em direção a Gênova em 2014 | Foto: Tiziana Fabi /AFP / CP

Costa Concordia partindo da Ilha de Giglio em direção a Gênova em 2014 | Foto: Tiziana Fabi /AFP / CP

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  • AFP

O tribunal de cassação italiano iniciou nesta quinta-feira uma audiência para decidir a situação de Francesco Schettino, o ex-comandante do "Costa Concordia", cujo naufrágio perto do litoral italiano em janeiro de 2012 deixou 32 mortos. Segundo vários advogados interrogados, o tribunal pode adiar sua decisão até o início de maio, confirmando a condenação já pronunciada em apelação ou decidindo reenviar o caso a uma nova corte de apelação.

A justiça italiana confirmou em apelação no dia 31 de maio de 2016 a condenação do ex-comandante do navio a 16 anos de prisão. Schettino foi condenado em primeira instância em fevereiro de 2015 por homicídio, abandono de navio e naufrágio, em um julgamento iniciado em julho de 2013 no tribunal de Grosseto (Toscana). O tribunal o condenou então a 16 anos e um mês de prisão, quando a procuradoria havia pedido 26 anos de reclusão. Em apelação, a procuradoria havia exigido 27 anos de prisão e seus advogados a absolvição.

O "Costa Concordia", que navegava muito perto da costa da ilha toscana de Giglio, se chocou contra uma rocha na noite de 14 de janeiro de 2012. Naufragou naquela noite a algumas dezenas de metros de Giglio com 4.229 pessoas a bordo, incluindo 3.200 turistas. No naufrágio morreram 32 pessoas, e duas seguem desaparecidas. O navio posteriormente foi rebocado e transportado em julho de 2014 ao porto de Gênova para ser desmantelado.