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  • 20/04/2017
  • 15:27
  • Atualização: 15:30

GM tem fábrica confiscada e deixa de operar na Venezuela

Unidade automotiva americana tem capacidade para fabricar 100.000 veículos por ano

Protestos seguem pela Venezuela | Foto: Federico Parra / AFP / CP

Protestos seguem pela Venezuela | Foto: Federico Parra / AFP / CP

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  • AFP

A General Motors (GM) cessou suas operações na Venezuela e demitiu 2.678 funcionários depois que o governo de Caracas confiscou uma de suas fábricas nesse país mergulhado em uma violenta crise política e econômica. Na quarta, a fábrica foi "inesperadamente tomada pelas autoridades venuezolanas, que impediram que continuasse operando com normalidade", afirmou Julia Bastos, porta-voz da GM no Brasil, em um e-mail enviado nesta quinta-feira. "Outros ativos da companhia, como veículos, foram ilegalmente retirados das instalações", acrescentou.

A unidade automotiva americana tem capacidade para fabricar 100.000 veículos por ano, mas estava praticamente paralisada pelo colapso econômico do país e as restrições pasra conseguir dólares para importações em meio a um férreo controle de mudança.

A GM está na Venezuela desde 1948, onde é associada a uma rede de 79 concessionárias, empregando 3.900 pessoas, segundo dados da empresa. Todos os demitidos serão indenizados em breve, segundo Bastos. A empresa disse que o confisco foi realizado mediante uma ordem judicial e que, até agora, o governo não se manifestou sobre sua decisã de interromper as operações no país.

"A GM rejeita enfaticamente as medidas arbitrárias tomadas pelas autoridades e iniciará ações legais, dentro e fora da Venezuela, para defender seus direitos", afirmou a companhia em um comunicado. A empresa disse confiar que a Justiça resolverá o conflito e que possa continuar "liderando no mercado venezuelano".