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  • 12/01/2018
  • 20:04
  • Atualização: 20:08

FAO está mais preocupada com obesidade que com fome na América Latina

Diretor-geral alertou que epidemia de gordura saturada, frituras, sal e açúcar é provocada pela "fast food"

Diretor-geral alertou que epidemia de gordura saturada, frituras, sal e açúcar é provocada pela

Diretor-geral alertou que epidemia de gordura saturada, frituras, sal e açúcar é provocada pela "fast food" | Foto: Marcos Santos / USP Imagens / CP

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  • AFP

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) está mais preocupada pelo alarmante aumento da obesidade na América Latina e no Caribe do que com a falta de alimentos, disse nesta sexta-feira, no México, seu diretor-geral, José Graziano da Silva.

"O grande desafio que vemos em matéria de alimentação, não apenas no México, mas também na América Latina e no Caribe, é o assunto da obesidade, sobretudo em mulheres e crianças (...). Sofre-se mais de obesidade que de falta de comida, da fome tradicional", afirmou Graziano em coletiva de imprensa na Cidade do México.

O diretor da FAO explicou que "comer mal" também é um problema de alimentação e alertou para a epidemia no consumo de sal, açúcar, gorduras saturadas e frituras provocadas pela "fast food". "O assunto que buscamos com mais força (na região) é o controle da obesidade, favorecendo uma dieta saudável, isso é, diversificar a alimentação, comer mais frutas e legumes", acrescentou. "Essa dieta não é saudável, não é sustentável e causa efeitos na saúde (...), como diabetes e problemas cardíacos", disse ele.

Segundo estudos da FAO e da Organização Mundial da Saúde (OMS), 58% dos habitantes da América Latina e do Caribe estão acima do peso ideal. As Bahamas, o México e o Chile são os que apresentam os maiores problemas a este respeito.