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Porto Alegre, sexta-feira, 20 de Setembro de 2019

  • 14/11/2018
  • 21:08
  • Atualização: 21:11

Professores venezuelanos enfrentam polícia em protesto salarial

Manifestantes tentaram forçar entrada no Ministério da Educação

Professores venezuelanos enfrentam polícia em protesto salarial | Foto: Federico Parra / AFP / CP

Professores venezuelanos enfrentam polícia em protesto salarial | Foto: Federico Parra / AFP / CP

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  • AFP

Professores venezuelanos do ensino público enfrentaram a polícia e os militares ao tentar entrar a força no ministério da Educação durante um protesto para exigir melhores salários. Após gritar palavras de ordem diante do prédio, um grupo de professores tentou romper o cordão policial formado na entrada, provocando a reação dos policiais. "Chegou um policial e me deu um golpe sem dizer nada", contou um professor à imprensa, em meio aos gritos de "somos docentes, não somos delinquentes!".

Após os primeiros incidentes, militares da Guarda Nacional com escudos formaram um novo cordão de isolamento e os professores se dispersaram. Delegados dos sindicatos nacionais se reuniram com autoridades do ministério, que garantiram que o ministro da Educação, Aristóbulo Istúriz, está disposto a discutir as reivindicações na próxima semana. "Está disposto a negociar", declarou à AFP Maryuri Maldonado, do sindicato de funcionários públicos da educação.

Um professor venezuelano do ensino médio ganha entre 1.800 bolívares (salário mínimo, equivalente a 28 dólares) e 3 mil bolívares, dependendo de sua categoria. O salário mínimo é suficiente apenas para comprar um quilo de carne e um quilo de queijo. Os salários na Venezuela são devorados por uma inflação que o Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta em 1.350.000% para 2018 e em 10.000.000% em 2019.